LEI Nº 3.800,
DE 2 DE DEZEMBRO DE 1991.
Dispõe sobre
o Estatuto dos Servidores Públicos Municipais de Sorocaba e dá outras
providências.
A Câmara Municipal
de Sorocaba decreta e eu promulgo a seguinte lei:
TÍTULO I
DISPOSIÇÕES
PRELIMINARES
Art. 1º Esta lei garante o interesse coletivo na obtenção
dos serviços públicos, estabelecendo as relações jurídicas entre os servidores
públicos municipais e a Administração direta, autárquica e fundacional,
prescrevendo os direitos e deveres dos agentes que a compõem.
Parágrafo
único. As suas disposições aplicam-se, no que couber, aos servidores da Câmara
Municipal.
Art. 2º Para efeitos desta lei considera-se:
I -
SERVIDOR PÚBLICO – É todo integrante da administração pública direta,
autárquica e fundacional, nomeado ou contratado na forma da lei para servir aos
interesses maiores da coletividade e dos munícipes;
II -
FUNCIONÁRIO PÚBLICO – O servidor legalmente investido em cargo público sob o
regime jurídico instituído pela Lei nº 3.300/90;
III -
EMPREGADO PÚBLICO – O servidor que exerce uma Função Pública, Função Atividade
ou uma Função Temporária sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho;
IV - CARGO
– O conjunto indivisível de atribuições específicas, com denominação própria,
número certo e amplitude de vencimento correspondente, provido e exercido por
um titular, na forma estabelecida em Lei;
V - CARGO
DE CONFIANÇA – São aqueles de livre nomeação e exoneração pelo Chefe do
Executivo, com sua denominação, número, nível hierárquico e remuneração fixados
em lei e que serão de 02 (dois) tipos:
a) CARGOS
EM COMISSÃO – de livre nomeação e exoneração pelo Chefe do Executivo;
b) FUNÇÕES
GRATIFICADAS – para as quais o Chefe do Executivo pode nomear Funcionários
Públicos Municipais, respeitadas as qualificações necessárias. (Vide Lei nº 3.990/1992)
VI -
FUNÇÃO PÚBLICA – O conjunto de atribuições específicas, com denominação própria,
número certo e amplitude de salário correspondente, para ser exercido, na forma
da Lei e em caráter provisório, por um empregado regido pela Consolidação das
Leis do Trabalho;
VII -
FUNÇÃO ATIVIDADE – O conjunto indivisível de atribuições específicas de
docência do magistério público municipal, a ser exercida em caráter temporário,
sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho;
VIII -
FUNÇÃO TEMPORÁRIA – O conjunto de atividades específicas, a ser exercido em
caráter precário por empregado admitido na forma da lei, para atender
necessidades urgentes e inadiáveis do serviço público e submetido ao regime da
Consolidação das Leis do Trabalho;
IX -
FUNÇÃO ESPECIAL – O conjunto indivisível de atribuições específicas, com
denominação própria, número certo e amplitude de vencimentos correspondentes,
exercido por um funcionário estável na forma do artigo 19 do Ato das
Disposições Constitucionais Transitórias, nela enquadrado na forma desta Lei;
X -
ATRIBUIÇÕES – O conjunto de tarefas e responsabilidades cometidas ao servidor
público;
XI -
VENCIMENTO – A retribuição pecuniária básica fixada em Lei, paga mensalmente ao
funcionário público pelo exercício do cargo correspondente a seu padrão; (Revogado
pela Lei nº 12.905/2023)
XII -
REMUNERAÇÃO – O vencimento ou salário-base acrescido das vantagens pecuniárias
a que o funcionário tenha direito;
(Revogado pela Lei nº 12.905/2023)
XIII -
SALÁRIO-BASE – É a retribuição pecuniária básica, atribuída por lei, e paga
mensalmente ao empregado público pelo desempenho de suas atribuições e/ou
atividades; (Revogado pela Lei nº 12.905/2023)
XIV -
LOTAÇÃO – O número de funcionários públicos fixado para cada unidade
administrativa;
XV -
CLASSE – é o conjunto de cargo de docente ou o conjunto de cargos de
especialistas de educação, incluídos seus respectivos Níveis;
XVI -
CARREIRA – O cargo, ou o conjunto de cargos com atribuições básicas
assemelhadas e diferenciadas pelo grau de complexidade e responsabilidade; ou o
conjunto de classes de docentes e de especialistas de educação, num mesmo campo
de atuação;
XVII -
QUADRO – Conjunto de cargos de carreira e cargos de confiança, integrantes das
estruturas da Prefeitura, das autarquias e das fundações públicas municipais;
XVIII -
PROVIMENTO – Série de atos que investe uma pessoa em cargo público;
XIX -
NOMEAÇÃO – É o ato pelo qual é o cargo público atribuído a uma pessoa;
XX - POSSE
– é a investidura do cidadão em cargo público;
XXI -
EXERCÍCIO – é o desempenho das atribuições inerentes a cargo;
XXII - VACÂNCIA
– é o estado do cargo que não tem titular em decorrência do estabelecido no
artigo 60, alíneas “a” a “e”;
XXIII -
ESTÁGIO PROBATÓRIO – É o período de 2 (dois) anos de exercício do funcionário
nomeado em caráter efetivo, durante o qual serão apurados os requisitos
exigidos nesta Lei;
XXIII -
ESTÁGIO PROBATÓRIO - é o período de 3 (três) anos de exercício do funcionário
nomeado em caráter efetivo, durante o qual serão apurados o cumprimento dos
requisitos exigidos nesta Lei; (Redação dada pela Lei
nº 12.867/2023)
XXIV -
EVOLUÇÃO FUNCIONAL – é a movimentação do funcionário público da Administração direta,
autárquica e fundacional, dentro do sistema instituído pelo Plano de Carreiras,
compreendendo: Promoção, Progressão e Acesso;
XXV -
RECONDUÇÃO – é o ato pelo qual o funcionário retorna ao cargo de origem;
XXVI -
REINTEGRAÇÃO – é o reingresso no serviço público municipal de funcionário
demitido, com ressarcimento dos prejuízos, em virtude de decisão administrativa
ou judicial transitada em julgado;
XXVII -
REVERSÃO – é o retorno do funcionário ao serviço público municipal, após
verificação de que não mais subsistem os motivos determinantes da
aposentadoria;
XXVIII -
READAPTAÇÃO – é a investidura do funcionário em cargo de atribuições
responsabilidades mais compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua
capacidade física, psíquica, e/ou intelectual, respeitada a habilitação
profissional necessária;
XXIX -
REMOÇÃO – é a passagem do funcionário de uma para outra unidade administrativa,
ou de um para outro órgão, dentro da mesma unidade administrativa;
XXX -
SUBSTITUIÇÃO – É o preenchimento temporário de um cargo ou função gratificada
em virtude de impedimento do titular;
XXXI -
APROVEITAMENTO – é o retorno a cargo público, de funcionário colocado em
disponibilidade.
TÍTULO II
DO PROVIMENTO,
DO EXERCÍCIO E DA VACÂNCIA DE CARGOS
CAPÍTULO I
DOS CARGOS
Art. 3º Os
cargos públicos são de carreira ou em comissão, acessíveis a todos os
brasileiros, que preencham as condições prescritas em Leis, regulamentos e
instruções baixadas pelos órgãos competentes.
Art. 4º As
atribuições a serem desenvolvidas pelos titulares dos cargos, bem como os pré requisitos
para seu provimento, serão estabelecidos em decreto do Executivo.
Parágrafo
único. É vedado atribuir ao funcionário público encargos ou serviços diversos
dos inerentes ao seu cargo, conforme prescritos na Lei ou regulamento, exceto
as funções de supervisão, direção e as comissões legais.
Art. 5º Os
cargos de carreira serão sempre de provimento efetivo.
Art. 6º
Observar-se-á o princípio de isonomia de vencimento para os cargos de
atribuições iguais ou assemelhadas, entre funcionários públicos dos poderes
Executivo e Legislativo, Autarquia e Fundações Públicas Municipais, ressalvadas
as vantagens de caráter individual e as relativas à natureza ou local de
trabalho.
Art. 7º É
proibida a prestação de serviços gratuitos, salvo os casos previstos em Lei.
CAPÍTULO
II
DO
PROVIMENTO
Art. 8º Os cargos públicos e ou funções especiais serão
providos por:
I –
Nomeação;
II –
Acesso;
III –
Reintegração;
IV –
Recondução;
V –
Reversão;
VI –
Aproveitamento;
VII –
Readaptação;
VIII –
Remoção;
IX –
Substituição.
§ 1º O provimento
do cargo público far-se-á por ato de autoridade competente, do dirigente
superior de Autarquia ou de Fundação Pública.
§ 2º A
portaria de provimento deverá conter, necessariamente, as seguintes condições,
sob pena de nulidade do ato:
I - o cargo vago, com todos os elementos de identificação, o
motivo da vacância, o nome do ex-ocupante, se ocorrer
a hipótese em que possam ser atendidos esses últimos elementos;
II - o caráter da investidura;
III - o
fundamento legal, bem como a indicação do padrão de vencimento do cargo;
IV - a indicação de que o exercício do cargo se fará acumulativamente com outro cargo público, quando for o
caso.
Art. 9º Só poderá ser investido em cargo público quem
satisfizer os seguintes requisitos:
I - ser
brasileiro nato ou naturalizado ou cidadão português a quem foi deferida a
igualdade nas condições previstas pelo Decreto
Federal nº 70.436/1972;
II - ter idade mínima exigida para o exercício do cargo;
III -
estar em gozo dos direitos políticos;
IV - estar quite com as obrigações militares;
V - ter boa conduta;
VI - gozar
de boa saúde e não ser portador de deficiência física incompatível com o
exercício do cargo; (Vide Decreto
nº 21.276/2014)
VII -
possuir habilitação profissional para o exercício do cargo, quando for o caso;
VIII - ter
sido previamente habilitado em concurso, ressalvadas as exceções legalmente
previstas;
IX - atender às condições especiais, prescritas em Lei ou
Decreto, para determinados cargos.
CAPÍTULO
III
DO
CONCURSO PÚBLICO
Art. 10.
A investidura em cargo público municipal dependerá de aprovação prévia em
concurso público de provas ou de provas e títulos, ressalvadas as nomeações
para cargo em comissão, declarado em Lei, de livre nomeação e exoneração.
Art.
11. Fica atribuída à Secretaria da Administração, através de Comissão
própria, a realização de concursos para provimento dos cargos e processos
seletivos para contratação em caráter temporário, atendendo as necessidades da
Administração Direta, Autarquias e Fundações Públicas Municipais.
Art. 11.
Fica atribuída à Secretaria responsável pela administração de pessoal,
através de Comissão própria, a realização de concursos para provimento dos
cargos e processos seletivos para contratação em caráter temporário, atendendo
as necessidades da Administração Direta do Município. (Redação
dada pela Lei nº 12.168/2020)
Parágrafo
único. As Autarquias e Fundações Públicas Municipais realizarão os concursos e
os processos seletivos referidos no caput, quando ao atendimento de suas
necessidades, podendo promovê-los em conjunto com a Prefeitura, se conveniente
e oportuno, mediante a comunhão de esforços e o rateio proporcional das
respectivas despesas. (Redação dada pela Lei nº
12.168/2020)
CAPÍTULO
IV
DA
NOMEAÇÃO
Art. 12.
A nomeação será feita:
I - em comissão, quando se tratar de cargo que, em virtude de
Lei, assim deva ser provido;
II - em caráter efetivo, nos demais casos.
Art. 13.
A aprovação em concurso não cria direitos à nomeação, mas essa, quando se
der, respeitará a ordem de classificação dos candidatos habilitados.
Art.
13-A. O candidato, convocado para nomeação, deverá comparecer na
Secretaria da Administração, em até 5 (cinco) dias para declarar a sua
aceitação.
Parágrafo
único. O candidato que não comparecer para o ato indicado no caput do artigo,
retornará ao final da lista, sendo permitida nova e única convocação. (Acrescido pela Lei nº 10.958/2014)
Art.
13-A. Para provimento dos cargos, a Secretaria da Administração (SEAD)
publicará Edital de Convocação do aprovado em concurso público, que deverá
comparecer, em até cinco (5) dias a contar do primeiro dia útil após a data da
publicação, para declarar aceitação para nomeação, exceto para os cargos
específicos das Secretarias da Educação (SEDU) e da Saúde (SES). (Redação dada pela Lei nº 11.172/2015)
§ 1º
Para provimento dos cargos específicos da SEDU e da SES, o órgão interessado
publicará Edital de Convocação dos aprovados em concurso público para sessão de
escolha de vagas. (Redação dada pela Lei nº
11.172/2015)
§ 2º Para
sessão de escolha de vagas prevista no parágrafo anterior, poderão ser
convocados candidatos em número superior ao de vagas a serem atribuídas e os
convocados que não lograrem vagas durante a sessão de escolha, por não ter a
classificação atingida, terão seus direitos preservados em convocações
posteriores, respeitada sua classificação e o prazo de validade do concurso
público. (Redação dada pela Lei nº 11.172/2015)
§ 3º A
escolha de vaga de que trata o § 1º terá efeitos de aceitação para nomeação. (Redação dada pela Lei nº 11.172/2015)
§ 4º Ao
candidato convocado nos termos do caput que não comparecer para declarar sua
aceitação ou que estiver ausente no momento da chamada de sua classificação
durante a sessão de escolha prevista no § 1º, poderá ocorrer nova e única
convocação, a critério da administração, após esgotada toda a lista
classificatória. (Redação dada pela Lei nº
11.172/2015)
§ 5º Em
caso de recusa expressa o candidato perderá o direito à vaga, tendo exauridos
todos seus direitos do concurso público. (Redação
dada pela Lei nº 11.172/2015)
Art. 13-A.
Para provimento dos cargos, a Secretaria de Recursos Humanos (SERH) publicará
Edital de Convocação do aprovado em concurso público, que deverá comparecer
para sessão de escolha de vagas. (Redação dada
pela Lei nº 12.094/2019)
1º Para
sessão de escolha de vagas prevista no caput, poderão ser convocados candidatos
em número superior ao de vagas a serem atribuídas e os convocados que não
lograrem vagas durante a sessão de escolha, por não ter a classificação
atingida, terão seus direitos preservados em convocações posteriores,
respeitada sua classificação e o prazo de validade do concurso público. (Redação dada pela Lei nº 12.094/2019)
§ 2º Os
Editais de Convocação deverão ser publicados com antecedência mínima de 3
(três) dias úteis da data de realização da sessão de escolha de vagas e deverão
conter, obrigatoriamente:
I – data,
horário e local da sessão de escolha; (Redação dada
pela Lei nº 12.094/2019)
II – quantidade de vagas disponíveis para escolha; (Redação dada pela Lei nº 12.094/2019)
III - nome
do candidato, RG e classificação final do candidato no certame. (Redação dada pela Lei nº 12.094/2019)
§ 3º A
escolha de vaga de que trata o § 1º terá efeitos de aceitação para nomeação. (Redação dada pela Lei nº 12.094/2019)
§ 4º Ao
candidato convocado nos termos do caput que não comparecer para declarar sua
aceitação ou que estiver ausente no momento da chamada de sua classificação
durante a sessão de escolha prevista no § 1º, poderá ocorrer nova e única
convocação, a critério da administração, após esgotada toda a lista
classificatória. (Redação dada pela Lei nº
12.094/2019)
§ 5º Em
caso de recusa expressa o candidato perderá o direito à vaga, tendo exauridos
todos seus direitos do concurso público. (Redação
dada pela Lei nº 12.094/2019)
CAPÍTULO V
DA POSSE
Art. 14. A
posse verificar-se-á mediante a assinatura, pela autoridade competente e pelo
cidadão, do termo pelo qual este se compromete a observar os deveres e
atribuições do cargo, bem como as exigências deste Estatuto.
§ 1º No
ato da posse, o servidor apresentará declaração de bens e valores que
constituem o seu patrimônio e declaração quanto ao exercício ou não de outro
cargo, emprego ou função pública, obedecidas as condições estabelecidas no
artigo 55 desta Lei.
§ 2º A
posse poderá ser efetivada por procuração quando o cidadão encontrar-se
ausente do Município, em comissão do Governo ou em casos especiais, a critério
da autoridade competente.
Art. 15.
São competentes para dar posse, no seu âmbito:
I - O
Prefeito;
II - O
Presidente da Câmara;
III - O
Diretor de Autarquia;
IV - O
Presidente de Fundação.
§ 1º A posse
para os cargos de confiança, no âmbito do Poder Executivo, é de exclusiva
competência do Prefeito, observado o disposto no § 1º do artigo 14.
§ 2º A
autoridade que der posse deverá verificar, sob pena de responsabilidade, se
foram satisfeitas as condições estabelecidas no artigo 9 desta Lei.
Art.
16. A posse deverá se verificar no prazo de trinta (30) dias, contados da
publicação oficial do ato de provimento.
Art.
16. A posse deverá se verificar no prazo máximo de 05 (cinco) dias, contados da
publicação oficial do ato de provimento. (Redação dada
pela Lei nº 8.290/2007)
Art.
16. A posse deverá se verificar no prazo máximo de 15 (quinze) dias, contados
da publicação oficial do ato de provimento. (Redação
dada pela Lei nº 10.145/2012)
Art.
16. A posse deverá se verificar no prazo máximo de 15 (quinze) dias a
contar do término do prazo previsto no art. 13-A. (Redação
dada pela pela Lei nº 10.958/2014)
Art. 16.
A posse deverá se verificar no prazo máximo de quinze (15) dias, a contar
do primeiro dia útil após a publicação da portaria de nomeação. (Redação dada pela Lei nº 11.172/2015)
§ 1º O
prazo previsto neste artigo poderá ser prorrogado por igual período, a Juízo da
autoridade competente para dar posse.
§ 2º O
termo inicial do prazo para a posse de funcionário em férias ou licença, será o
da data em que voltar ao serviço.
§ 3º A
posse do funcionário que estiver em gozo de licença para tratar de interesse
particular, deverá ocorrer no prazo previsto no caput deste artigo e
seu § 1º, independente do tempo de licença decorrido.
§ 4º A
posse de funcionário estável, desde que em exercício, independerá de exame
médico.
Art. 17.
Se a posse não se der dentro do prazo legal, o ato de provimento será
tornado sem efeito.
CAPÍTULO
VI
DO
EXERCÍCIO
Art.
18. O funcionário nomeado deve assumir o exercício no prazo de 30 dias,
contados da posse.
Art. 18. O
funcionário nomeado deve assumir o exercício no prazo de 15 (quinze) dias,
contados da posse. (Redação dada pela Lei nº
8.290/2007)
Parágrafo
único. Será tornado sem efeito o ato de provimento, se não ocorrerem a posse e
o exercício, nos prazos previstos nesta lei.
Art. 19.
Compete à autoridade mencionada no artigo 15 desta lei, dar exercício ao
funcionário considerando-se o órgão ou entidade para a qual foi designado.
Art. 20. A
promoção, progressão ou acesso não interrompem o tempo de exercício, que é
contado no novo posicionamento na carreira, a partir da data da publicação do
ato administrativo.
Art. 21. O
funcionário preso em flagrante ou preventivamente pronunciado ou indiciado por
crime inafiançável, terá o exercício suspenso até decisão final transitada em
julgado.
Parágrafo
único. Durante a suspensão a remuneração será processada nos termos da
Previdência Municipal.
CAPÍTULO
VII
DA JORNADA
Art. 22.
O ocupante de cargo de provimento efetivo, integrante do Plano de
Carreira, fica sujeito a quarenta horas semanais de trabalho, salvo quando lei
estabelecer duração inferior a essa.
Parágrafo
único. Além do cumprimento do estabelecido neste artigo, o exercício de cargo
em comissão exigirá de seu ocupante integral dedicação ao serviço, podendo ser
convocado sempre que houver necessidade da administração.
Art. 23. O
horário de trabalho será fixado pela autoridade competente, de acordo com a
natureza e necessidade do serviço.
§ 1º A
jornada diária de trabalho não poderá ser superior a 8 (oito) horas, exceto aos
integrantes da corporação da guarda municipal, a ser definido em seu
Regulamento Geral.
§ 2º Aos
profissionais com jornada de 30 (trinta) horas semanais, a diária não poderá
ser superior a 6 (seis) horas e aos com jornada de 20 (vinte) horas, a diária
não poderá ser superior a 4 (quatro) horas.
§ 3º Quando
a jornada diária for superior a 6 (seis) horas, será obrigatório um intervalo
de 1 (uma) hora para refeição.
§ 3º
Quando a jornada diária for superior a 6 (seis) horas, será obrigatório um
intervalo de 1 (uma) hora para refeição, exceto aos servidores sujeitos ao
regime de escala especial previsto em Lei. (Redação
dada pela Lei nº 12.023/2019)
Art. 24.
As jornadas de trabalho dos docentes e especialistas de educação do Quadro do
Magistério é regulada em Capítulo próprio desta lei.
Art. 25. A
freqüência do funcionário será apurada: (Vide Lei nº 9.797/2011)
I - pelo ponto;
II - pela forma determinada em ato próprio da autoridade
competente, quando aos funcionários não sujeitos a ponto.
Parágrafo
único. Para registro do ponto serão usados, de preferência, meios mecânicos
e/ou eletrônicos.
CAPÍTULO
VIII
DO ESTÁGIO
PROBATÓRIO
Art.
26. Ao entrar em exercício, o funcionário nomeado o cargo de provimento
efetivo ficará sujeito a estágio probatório de até 24 (vinte e quatro) meses,
subdividido em três períodos de 8 (oito) meses, durante o qual sua aptidão e
capacidade para o desempenho do cargo e para o serviço público serão permanente avaliados, observados os seguinte fatores e
critérios:
Art. 26.
Ao entrar em exercício, o funcionário nomeado o cargo de provimento
efetivo ficará sujeito a estágio probatório de até 36 (trinta e seis) meses,
subdividido em três períodos de 12 (doze) meses, durante o qual sua aptidão e
capacidade para o desempenho do cargo e para o serviço público serão permanente avaliados, observados os seguintes fatores e
critérios: (Redação dada pela Lei nº 12.867/2023)
I - assiduidade e pontualidade;
II - disciplina;
III -
capacidade de iniciativa;
IV - eficiência e eficácia;
V - responsabilidade; e
VI - adequação para o exercício do cargo.
§ 1º Os fatores
referidos nos incisos III e VI deste artigo, serão apurados no processo de
Avaliação de Desempenho.
§ 2º Os
critérios e procedimentos para Avaliação de Desempenho e os parâmetros para
avaliação dos fatores em geral, serão estabelecidos por Decreto do Executivo,
observando o nível de comprometimento com o Serviço Público.
Art. 27.
Os chefes imediato e mediato do funcionário em estágio probatório
informarão ao Setor de Recursos Humanos, 60 (sessenta) dias antes do término
dos dois primeiros períodos do estágio probatório, a partir da Avaliação de
Desempenho realizada e demais parâmetros regulamentados, sobre as suas
condições para o exercício do cargo.
§ 1º De
posse da informação, o Setor de Recursos Humanos emitirá parecer concluído a
favor ou contra a continuidade do estágio probatório.
§ 2º Se o
parecer for contrário a continuidade do estágio probatório do funcionário, dar-se-lhe-á conhecimento deste, para efeito de
apresentação de defesa escrita, no prazo de 10 (dez) dias.
§ 3º O
Setor de Recursos Humanos encaminhará o parecer e a defesa, quando for o caso,
à autoridade municipal competente, que decidirá sobre a exoneração do
funcionário ou a continuidade do estágio probatório.
§ 3º O
Setor de Recursos Humanos encaminhará o parecer e a defesa, quando for o caso,
ao Prefeito Municipal ou a quem este delegar, que decidirá sobre a exoneração
do funcionário ou a continuidade do estágio probatório. (Redação
dada pela Lei nº 5.294/1996)
§ 4º Se a
autoridade municipal competente considerar aconselhável a exoneração do
funcionário, ser-lhe-á encaminhado o respectivo ato; caso contrário, terá
continuidade o estágio probatório.
§ 5º Os
procedimentos descritos nos §§ anteriores quanto ao estágio probatório, deverão
processar-se de modo que a exoneração, se houver, possa ser feita antes do
início de novo período do estágio probatório.
Art. 28.
Noventa dias antes do fim do estágio probatório, deverão ser efetuados todos os
procedimentos descritos no artigo anterior e seus parágrafos, com o caráter de
avaliação final de todo o estágio, que deverá concluir pela confirmação ou
exoneração do servidor.
§ 1º Se a
autoridade municipal competente considerar aconselhável exoneração do servidor,
ser-lhe-á encaminhado o respectivo ato; caso contrário fica automaticamente
ratificado seu ato de nomeação.
§ 2º Os
procedimentos determinados por este artigo e seu § 1º, deverão processar-se de
modo que a exoneração, se houver, possa ser feita antes de findo os 24 (vinte e
quatro) meses do estágio probatório.
§ 2º Os procedimentos determinados por este artigo e seu
§ 1º deverão processar-se de modo que a exoneração do servidor, se houver,
possa ser feita antes de findo os 36 (trinta e seis) meses do estágio
probatório. (Redação dada pela Lei nº 12.867/2023)
Art. 29.
Durante o estágio probatório, o funcionário será exonerado:
I - a partir das penalidades em lei;
II - se apurado um desempenho inferior ao necessário e desejado
para o cargo.
Art. 30. O
funcionário que tenha cumprido o estágio probatório, ficará dispensado deste,
quando nomeado para outro cargo da mesma carreira.
§ 1º O
funcionário que vier ocupar cargo de outra carreira ficará sujeito a novo
estágio probatório, assegurado o direito da recondução.
§ 2º Aos
funcionários abrangidos pelo § 1º deste artigo, não serão aplicadas as
penalidades na forma prevista neste capítulo, aplicando-se-lhes
as penalidades na forma prevista para os funcionários em geral.
CAPÍTULO
IX
DA
ESTABILIDADE
Art.
31. São estáveis após 2(dois) anos de efetivo exercício, os funcionários que
cumprirem as exigências do estágio probatório.
Art. 31.
São estáveis, após 3 (três) anos de efetivo exercício, os servidores que
cumprirem as exigências do estágio probatório. (Redação
dada pela Lei nº 12.867/2023)
Art. 32. O
funcionário estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial
transitada em julgado ou de processo administrativo disciplinar no qual lhe
seja assegurada ampla defesa.
CAPÍTULO X
DA
RECONDUÇÃO
Art. 33.
A recondução decorrerá de:
a)
inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo; e (Vide Lei nº 9.854/2011)
b)
reintegração do anterior ocupante.
Parágrafo
único. Encontrando-se provido o cargo de origem, o funcionário será aproveitado
em outro, de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado.
CAPÍTULO
XI
DA
REINTEGRAÇÃO
Art. 34. A
reintegração será feita no cargo anteriormente ocupado, no prazo de 30 dias
contados da publicação oficial do ato administrativo ou judicial que o
reintegrou.
§ 1º Se o
cargo anteriormente ocupado houver sido transformado, a reintegração se dará no
cargo resultante e se houver sido extinto, em cargo de vencimento e habilitação
profissional equivalente.
§ 2º Se
inviáveis as soluções indicadas no parágrafo precedente, será restabelecido
automaticamente o cargo anterior, no qual se dará a reintegração.
§ 3º O
funcionário reintegrado será submetido à inspeção médica e, verificada a
incapacidade para o exercício do cargo, será readaptado nos termos desta lei.
Art. 35.
Reintegrado o funcionário, quem lhe houver ocupado o lugar será reconduzido ao
cargo anterior, aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade, mas sem
direito a indenização.
CAPÍTULO
XII
DA
REVERSÃO
Art. 36. A
reversão poderá ser a pedido ou “ex officio”.
§ 1º A
reversão “ex officio” será
feita quando insubsistentes as razões que determinaram a aposentadoria.
§ 2º Será
tornada sem efeito a reversão “ex officio”
e cassada a aposentadoria do funcionário que reverter e não tomar posse ou não
entrar em exercício dentro dos prazos legais.
§ 3º A
reversão a pedido, que será feita a critério da administração, dependerá da
existência de cargo vago, bem como da comprovação de capacidade para o
exercício do cargo mediante inspeção médica.
§ 4º Não
poderá reverter à atividade a pedido, o aposentado que tiver mais de 60
(sessenta) anos de idade.
Art. 37. A
reversão far-se-á em cargo de idêntica denominação a daquele ocupado por
ocasião da aposentadoria ou, se transformado, no cargo resultante da
transformação.
§ 1º Em
casos especiais, a Juízo do Prefeito ou autoridade competente, poderá o
aposentado reverter ao serviço em outro cargo vago, de igual nível de
vencimentos, respeitados os requisitos para provimento do cargo.
§ 2º A
reversão “ex officio” não
poderá ocorrer em cargo de vencimento ou remuneração inferior ao provento da
inatividade.
Art. 38.
Não será contado, para fins de nova aposentadoria, o tempo que o funcionário
revertido esteve aposentado, salvo se ocorrer erro ou omissão da administração.
Art. 39. O
funcionário revertido após a vigência desta Lei, não poderá ser novamente
aposentado, com maiores proventos, antes de decorridos 03 (três) anos de sua
reversão, salvo se sobrevier moléstia ou acidente no trabalho que o incapacite
para o serviço público.
CAPÍTULO
XIII
DA
READAPTAÇÃO
Art. 40. A
readaptação, que dependerá sempre de avaliação a ser procedida por equipe
técnica especializada devidamente constituída, far-se-á:
I - quando se verificarem modificações no estado físico ou
psíquico, ou nas condições de saúde do funcionário, que lhe diminuam a
eficiência para o exercício do cargo.
II - quando se comprovar, em processo administrativo, que a
capacidade intelectual do funcionário não corresponda as exigências do
exercício do cargo.
Art. 41. A
readaptação será efetivada em cargo de atribuições afins, respeitada a
habilitação exigida e não acarretará diminuição nem aumento de vencimento.
Art. 42. A
readaptação, que será objeto de regulamentação especial se fará pela atribuição
de novo cargo ao funcionário, respeitadas as funções inerentes a carreira a que
pertencer.
Art. 43. O
readaptando que for julgado incapaz para o serviço público, será aposentado nos
termos da lei da Previdência Municipal.
CAPÍTULO
XIV
DA REMOÇÃO
Art. 44. A
remoção, que se processará a pedido do funcionário ou “ex
officio”, mediante ato da autoridade competente, só
poderá ser feita:
I - de uma para outra Secretaria; e
II - de uma para outra unidade, dentro da mesma Secretaria,
Autarquia ou Fundação.
Parágrafo
único. A remoção só poderá ser feita respeitada a lotação de cada unidade;
Art. 45. A
Remoção prevista no item I do artigo anterior será feita mediante Portaria do
Prefeito; a prevista no item II, mediante ato do respectivo Secretário, Diretor
de Autarquia ou Presidente de Fundação.
Art.
46. A remoção de docentes e especialistas de educação do Quadro do Magistério,
será regulada em Capítulo próprio desta lei.
Art. 46.
A remoção de docentes e de ocupantes de cargo de suporte pedagógico do
Quadro do Magistério será regulada em Capítulo próprio desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 12.867/2023)
Art. 47. A
remoção com permuta será processada a pedido dos interessados, mediante
concordância das respectivas chefias, a critério da Administração, atendidos os
requisitos desta Seção.
Art. 48. O
funcionário removido deverá assumir de imediato o exercício na unidade para a
qual foi deslocado, salvo quando em férias ou licença, hipótese em que deverá
apresentar-se no primeiro dia útil após o término do impedimento.
CAPÍTULO
XV
DA
SUBSTITUIÇÃO
Art. 49.
Só haverá substituição remunerada no impedimento legal e temporário do ocupante
de cargo de supervisão, direção ou em comissão, ou em cargo em que houver um
único profissional na unidade, desde que o afastamento seja por período igual
ou superior a 15 (quinze) dias, em face das necessidades do serviço, e que os
pré-requisitos para o cargo sejam preenchidos.
§ 1º Em caso
de afastamento por férias, exclusivamente, poderá haver substituição remunerada
por período igual ou superior a 5 (cinco) dias, desde que justificada a
imprescindibilidade do serviço. (Acrescido
pela Lei nº 12.207/2020)
Parágrafo
único / § 2º As
diferenças pagas a título de substituição por período igual ou inferior a 30
(trinta) dias, não integrarão a média para cálculo do 13º salário. (Renumerado pela Lei nº 12.207/2020)
Art. 50. A
substituição remunerada depende da expedição de ato da autoridade competente
para nomear ou designar.
§ 1º O
substituto exercerá o cargo ou função gratificada enquanto durar o impedimento
do respectivo titular, sem que lhe caiba o direito de efetivação.
§ 2º O
substituto, durante o tempo que exercer o cargo ou função gratificada, terá
direito a perceber a diferença de vencimento, entre o do seu cargo e a do cargo
ou função gratificada que vier a substituir.
§ 3º O
substituto, no caso de cargo comissionado de livre provimento, poderá ser
pessoa alheia aos quadros da Administração, desde que cumpra os pré-requisitos
para o cargo a ser preenchido e a substituída esteja em licença maternidade ou
adoção, ou, o substituído esteja no gozo da licença paternidade prevista no §
1º do art. 88 desta Lei. (Acrescido pela Lei nº
12.207/2020)
Art.
51. A substituição de docentes e especialistas de educação do Quadro do
Magistério, será regulada em Capítulo próprio desta lei.
Art. 51.
A substituição de docentes e de ocupantes de cargo de suporte pedagógico
do Quadro do Magistério será regulada em Capítulo próprio desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 12.867/2023)
CAPÍTULO
XVI
DA
DISPONIBILIDADE E DO APROVEITAMENTO
Art. 52.
Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade o funcionário estável ficará
em disponibilidade, com remuneração integral.
§ 1º A
extinção dos cargos será efetivada através de Lei, no caso de pertencerem à
Prefeitura Municipal, às autarquias e fundações públicas municipais.
§ 2º a
extinção dos cargos será efetivada por resolução, no caso de pertencerem à
Câmara Municipal
§ 3º A
declaração da desnecessidade do cargo será efetivada por ato próprio do
Prefeito, Mesa da Câmara, ou de Diretor de Autarquia e fundações públicas.
Art. 53. O
retorno à atividade de funcionário em disponibilidade far-se-á mediante
aproveitamento obrigatório no órgão de origem, no prazo máximo de 3 (três) meses,
em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado.
§ 1º
Ocorrendo vaga nos órgãos ou entidades da Administração Direta, autárquica e
fundacional o Setor de Recursos Humanos deverá providenciar o imediato
aproveitamento do funcionário em disponibilidade.
§ 2º O
aproveitamento de funcionário que se encontre em disponibilidade dependerá de
prévia comprovação de sua capacidade física e mental, por junta médica oficial,
e se julgado apto, assumirá o exercício do cargo no prazo de 15 (quinze) dias
contados da publicação do ato de aproveitamento.
Art. 54.
Será tornado sem efeito o aproveitamento e extinta a disponibilidade se o
funcionário não entrar em exercício no prazo legal, salvo em caso de doença
comprovada por junta médica oficial.
§ 1º A
hipótese prevista neste artigo configurará abandono de cargo apurado mediante
inquérito na forma desta Lei.
§ 2º Nos
casos de extinção de órgão ou entidade, os funcionários estáveis que não
puderem ser redistribuídos, na forma deste artigo, serão colocados em
disponibilidade, até seu aproveitamento.
CAPÍTULO
XVII
DA
ACUMULAÇÃO
Art. 55. É
vedada a acumulação remunerada de cargos e funções públicas, exceto quando
houver compatibilidade de horários para:
a) dois
cargos de professor;
b) a de um
cargo de professor com outro técnico ou científico; ou
c) a de
dois cargos privativos de médico.
§ 1º A
acumulação, ainda que lícita, fica condicionada à comprovação da
compatibilidade de horário.
§ 2º A
proibição de acumular se estende a cargos, funções e empregos em autarquias,
empresas públicas, sociedades de economia mista e fundações mantidas pelo Poder
Público.
§ 3º A
proibição de acumular proventos não se aplica aos aposentados.
Art. 56. O
funcionário ocupante de cargo efetivo, poderá ser nomeado para cargo de
confiança, perdendo, durante o exercício desse cargo, o vencimento ou a
remuneração do cargo efetivo, salvo se optar pelo mesmo.
Art. 57. O
funcionário não poderá perceber mais de uma função gratificada, nem participar
de mais de um órgão de deliberação coletiva.
Art. 58.
Verificada a acumulação proibida, deverá o funcionário optar por um dos cargos
ou funções exercidas.
Parágrafo
único. Provada, em processo administrativo, a má fé, o
funcionário perderá o cargo ou função municipal, sem prejuízo da
restituição do que tiver recebido indevidamente.
Art. 59.
As autoridades que tiverem conhecimento de qualquer acumulação indevida
comunicarão o fato ao Setor de Recursos Humanos da Prefeitura para os fins
indicados no artigo anterior, sob pena de responsabilidade.
CAPÍTULO
XVIII
DA
VACÂNCIA DE CARGOS
Art. 60. A
vacância de cargo decorrerá de:
a)
exoneração;
b)
demissão;
c) acesso;
d)
aposentadoria;
e)
falecimento.
§ 1º
Dar-se-á a exoneração:
a) a
pedido do funcionário;
b) a
critério do Prefeito, ou autoridade competente quando se tratar de ocupante de
cargo em comissão;
c) quando
o funcionário não satisfizer as condições previstas no artigo 26;
d) quando
o funcionário não entrar em exercício dentro do prazo legal.
§ 2º A
demissão será aplicada como penalidade nos casos previstos em lei.
Art. 61. A
vaga ocorrerá na data:
I - do falecimento;
II - imediata àquela em que o funcionário completar 70 (setenta)
anos de idade;
III - da
publicação:
a) da lei
que criar o cargo e conceder dotação para o seu provimento ou da que determinar
essa última medida, se o cargo estiver criado;
b) da
portaria que, nomear por acesso, aposentar, exonerar, ou
demitir;
IV - da posse em outro cargo.
TÍTULO III
DOS
DIREITOS E VANTAGENS
CAPÍTULO I
DO
DESENVOLVIMENTO FUNCIONAL
Art. 62. O
funcionário da Administração Direta, Autárquica e Fundacional do município,
terá seu desenvolvimento funcional, nos termos da lei, a partir dos seguintes
sistemas:
I -
Sistema de Capacitação Profissional;
II -
Sistema de Participação Funcional; e
III -
sistema de Evolução Funcional.
Art. 63. O
sistema de Capacitação Profissional, a ser regulada por decreto do executivo,
deverá garantir a constante capacitação profissional e aperfeiçoamento do
funcionário, a partir dos seguintes programas: (Vide Lei nº 9.573/2011 e Decreto
nº 22.119/2015)
a) De
capacitação básica: que consistirá na preparação dos candidatos para o
exercício das atribuições dos seus cargos, transmitindo-lhes conhecimentos,
métodos, técnicas e habilidades necessárias, integrando-os na estrutura
organizacional e funcional, devendo ser aplicados igualmente aos servidores que
integram os quadros da municipalidade.
b) De
atualização: que consistirá de cursos e treinamentos
para manter o servidor constantemente atualizado em relação aos conhecimentos,
métodos e técnicas necessárias ao exercício do seu cargo.
c) De
aperfeiçoamento e especialização: que deverá possibilitar a participação em
curso específico de Administração Pública Municipal de nível superior,
promovido pela Administração, de forma a preparar o funcionário para o
desempenho de cargo superior de sua carreira.
d) De
desenvolvimento pessoal: que consistirá em atividades regulares ou não, que
tenham por objetivo o desenvolvimento pessoal do servidor, da sua condição de
cidadão e de agente do serviço público.
§ 1º Os
programas referidos serão planejados, organizados e executados de forma
integrada com o Plano de Carreira.
§ 2º Os
requisitos e condições para definição dos servidores que serão encaminhados
para os referidos programas, deverá levar em consideração as necessidades
apontadas e os resultados dos processos de Avaliação de Desempenho.
Art. 64. O
Sistema de Participação Funcional, a ser regulamentado por Decreto do
Executivo, deverá prever a criação, na estrutura organizacional da
administração direta, autárquica e fundacional, de instâncias que permitam e
incentivem a participação dos servidores na definição dos métodos e
procedimentos de gestão, permitindo a melhoria das suas condições de trabalho,
propiciando um clima de colaboração e solidariedade entre a Administração e os
servidores, objetivando a melhoria e o aperfeiçoamento constante dos serviços
prestados à coletividade. (Vide Decreto
nº 17.962/2009)
§ 1º As
instâncias referidas deverão ser criadas ao nível de Secretaria, ou
equivalente, e serão integradas pelos supervisores e por um servidor, indicado
por seus colegas, de cada unidade administrativa da mesma.
§ 2º As
referidas instâncias deverão reunir-se bimestralmente, sob a coordenação do
Secretário, ou equivalente, e terão como pauta básica:
a) As
metas e programas a serem desenvolvidos ou em desenvolvimento na Secretaria,
bem como suas atividades permanentes;
b) Os
métodos e procedimentos para o atingimento das referidas metas e dos serviços
permanentes da unidade;
c) As
soluções para a melhoria geral das condições de execução dos trabalhos e para
possíveis problemas que prejudiquem a eficácia e eficiência da unidade;
d) O
encaminhamento de problemas gerais de relacionamento profissional e outros que
interfiram nas boas condições de trabalho para os servidores e na eficácia e
eficiência da unidade;
e)
Propostas que objetivem a melhoria das condições de trabalho, um melhor
atendimento ao público externo e interno que se relaciona com a unidade e a
melhoria de sua eficácia e eficiência.
Art.
65. O Sistema de Evolução Funcional, nos termos da Lei do Plano de Carreira,
compreenderá:
a)
Promoção – é a movimentação do funcionário no sentido horizontal de uma
referência para outra, no âmbito do mesmo Padrão de Vencimento.
b)
Progressão – é a movimentação do docente ou do especialista de educação, de um
nível para outro, dentro do mesmo cargo;
c)
Acesso – é a movimentação do funcionário, através de concurso de acesso na
forma de Lei, de um cargo para outro no âmbito da mesma carreira. (Artigo revogado pela Lei nº 12.905/2023)
Parágrafo único.
A evolução dar-se-á a partir da estabilidade prevista no artigo 29 desta lei.
CAPÍTULO
II
DO TEMPO
DE SERVIÇO
Art. 66. A
apuração de tempo de serviço feita em dias, para
todos os efeitos legais.
§ 1º Serão computados os dias de efetivo exercício, a
vista do registro de freqüência.
§ 2º O
número de dias será convertido em anos considerando-se sempre estes como de 365
dias.
Art. 67.
Serão considerados de efetivo exercício os dias em que o funcionário estiver
afastado do serviço em virtude de: (Vide Lei nº 7.598/2005, Lei nº
8.346/2007 e Lei nº 10.834/2014)
I - férias;
II - casamento, até 05 (cinco) dias;
III -
luto pelo falecimento do cônjuge ou companheiro, filhos e equiparados, pais,
padrasto ou madrasta e irmãos, até 05 (cinco) dias;
III - luto
pelo falecimento do cônjuge ou companheiro, filhos e equiparados, enteados,
pais, padrasto ou madrasta, irmãos, avós e netos até 5 (cinco) dias corridos; (Redação dada pela Lei nº 12.207/2020)
IV - exercício de outro cargo no Município, de provimento em
comissão na Administração Direta, autárquica e fundacional;
V - alistamento militar, matrícula nos serviço militar do
município, júri e outros serviços obrigatórios por lei;
VI - faltas abonadas, até 6 (seis) por ano;
VII -
desempenho de mandato de Diretor Sindical; (Vide Lei
nº 9.711/2011)
VIII -
desempenho de mandato legislativo ou Chefia do Poder Executivo;
VIII - desempenho
de mandato legislativo ou executivo; (Redação dada
pela Lei nº 6.328/2000)
IX - afastamento para tratamento da saúde;
X - licença maternidade;
XI - licença
- adoção;
XII -
licença - paternidade;
XIII - licença - prêmio;
XIV - o
dia de doação de sangue, um dia a cada 12 (doze) meses;
XV - o dia em que comparecer para alistamento eleitoral, nos
termos da lei respectiva;
XVI -
afastamento por processo administrativo, quando:
a) O
funcionário for declarado inocente ou a pena imposta for de advertência;
b) Os dias
que excederem o total da pena de suspensão efetivamente aplicada.
XVII -
luto pelo falecimento dos sogros, até 2 (dois) dias corridos. (Acrescido pela Lei nº 12.207/2020)
Art.
68. Será interrompida a contagem para fins do direito às férias, adicional por
tempo de serviço, licença - prêmio e Sexta-parte
durante o tempo em que funcionário estiver afastado do serviço em virtude de:
Art. 68.
Será interrompida a contagem para fins do direito às férias, adicional por tempo
de serviço e sexta parte durante o tempo em que o funcionário estiver afastado
do serviço em virtude de: (Redação dada pela Lei
nº 9.586/2011) (Vide Lei nº 8.346/2007)
I - licença para tratamento de saúde;
II -
licença para tratamento de doença profissional ou em decorrência de acidente no
trabalho; (Revogado pela Lei nº 10.653/2013) (Lei nº 10.653/2013
declarada inconstitucional pela ADIN nº 2019016.18.2014.8.26.0000)
III -
licença por motivo de doença em pessoa da família;
IV - licença para prestar serviço militar, quando incorporado;
V - licença para tratar de interesses particulares;
VI - licença especial;
VII -
disponibilidade.
Parágrafo
único. Em havendo interrupção, o período desta será deduzido na contagem do
tempo de serviço para efeitos do caput deste artigo.
CAPÍTULO
III
DAS FÉRIAS
Art. 69.
Após cada período de 12 (doze) meses de serviço o funcionário terá direito a
férias de 30 (trinta) dias consecutivos, concedidos por ato da Administração,
dentro de um período de 12 (doze) meses subsequentes à data em que tenha
adquirido o direito, na seguinte proporção:
I - 30
(trinta) dias corridos, quando não houver faltado ao serviço mais de 5 (cinco)
vezes;
II - 24
(vinte e quatro) dias corridos, quando houver tido de 6 (seis) a 14 (quatorze)
faltas;
III - 18
(dezoito) dias corridos, quando houver tido de 15 (quinze) a 23 (vinte e três)
faltas;
IV - 12
(doze) dias corridos, quando houver tido de 24 (vinte e quatro) a 32 (trinta e
duas) faltas.
§ 1º As
férias serão pagas 2 (dois) dias antes do início do gozo, com 1/3 (um terço) a
mais do que a remuneração normal;
§ 1º As
férias serão pagas até o primeiro dia do início do gozo, com 1/3 (um terço) a
mais do que a remuneração normal. (Redação dada
pela Lei nº 12.009/2019)
§ 2º
Durante as férias, o funcionário terá direito a todas as vantagens, como se em
exercício estivesse;
§ 2º
Durante as férias, o funcionário terá direito a todas as vantagens, como se em
exercício estivesse, sendo que as horas extras
eventualmente pagas no período aquisitivo das férias serão computadas para seu
cálculo em forma de média, proporcionalmente aos dias de férias. (Redação dada pela Lei nº 12.009/2019)
§ 3º É
vedado levar à conta de férias para compensação, qualquer falta ao serviço.
Art.
70. É facultado ao funcionário, exceto aos docentes e especialistas de educação
do Quadro do Magistério, requerer o gozo das férias em 2 (dois) períodos,
nenhum dos quais poderá ser inferior a 15 (quinze) dias.
Art.
70. É facultado ao funcionário, exceto aos docentes e especialistas de educação
do Quadro do Magistério, requerer o gozo das férias que poderão ser usufruídas
em até 3 (três) períodos, sendo que um deles não poderá ser inferior a 14
(quatorze) dias corridos e os demais não poderão ser inferiores a 5 (cinco)
dias corridos, cada um. (Redação dada pela Lei
nº 12.207/2020)
Art. 70. É
facultado ao funcionário, exceto aos docentes, requerer o gozo das férias que
poderão ser usufruídas em até 3 (três) períodos, sendo que um deles não poderá
ser inferior a 14 (quatorze) dias corridos e os demais não poderão ser
inferiores a 5 (cinco) dias corridos, cada um. (Redação
dada pela Lei nº 12.705/2022)
Art. 71. É
proibida a acumulação de férias.
§ 1º Por
absoluta necessidade de serviço, as férias do funcionário poderão ter seu
início de gozo adiado pela administração;
§ 2º
Sempre que as férias forem concedidas após o prazo estabelecido no artigo 69, a
Administração pagará em dobro a respectiva remuneração.
Art. 72. O
servidor em gozo de férias, somente poderá tê-las suspensas, por motivo de
calamidade pública, comoção interna, convocação para júri e serviço militar ou
eleitoral.
Art.
73. É facultado ao funcionário público, excluído os docentes e especialistas de
educação do Quadro de Magistério, converter 1/3 (um terço) do período das
férias em abono pecuniário, desde que o requeira no momento da sua solicitação,
que deverá ser efetivada 30 (trinta) dias do início do seu gozo.
Art. 73.
É facultado ao funcionário público, excluídos os docentes e os ocupantes
de cargo de suporte pedagógico do Quadro de Magistério, converter 1/3 (um
terço) do período de férias em abono pecuniário, desde que o requeira no
momento da sua solicitação, que deverá ser efetivada 30 (trinta) dias do início
do seu gozo. (Redação dada pela Lei nº 12.867/2023)
Parágrafo
único. O previsto no caput deste artigo, é aplicável aos ocupantes de
cargos em comissão.
Art. 74.
Quando da exoneração, o funcionário terá direito à remuneração correspondente
ao período de férias cujo direito tenha adquirido, exceto quando demitido por
processo administrativo ou judicial.
Art. 75. O
funcionário estudante, menor de 18 (dezoito) anos, terá direito a fazer
coincidir suas férias com as férias escolares.
Art. 75-A.
Os servidores que possuem parentes em 1º grau e/ou cônjuge também
servidor municipal, terão direito a gozar férias no mesmo período, se assim
manifestarem interesse e não resultar prejuízo à administração. (Acrescido pela Lei nº 11.214/2015)
Art. 76.
Não terá direito a férias o funcionário que:
I – permanecer em disponibilidade por mais de 30 (trinta) dias;
II – tiver percebido da Previdência Municipal prestação de
acidente de trabalho ou de auxílio – doença por mais de 6 (seis) meses, embora
descontínuos.
Parágrafo
único. Iniciar-se-á o decurso de novo período aquisitivo quando do retorno ao
serviço.
CAPÍTULO
IV
DAS
LICENÇAS
SEÇÃO I
DISPOSIÇÕES
GERAIS
Art. 77.
Serão concedidos:
I –
afastamento e licença para tratamento da saúde;
I – afastamento para tratamento de saúde; (Redação dada pela Lei nº 11.330/2016)
II – licença por motivo de doença em pessoa da família;
III –
licença à funcionária gestante;
IV – licença adoção;
V – licença paternidade.
VI – licença para tratamento de doença profissional ou em
decorrência de acidente de trabalho;
VII –
licença para prestar serviço militar;
VIII –
licença – prêmio;
IX - licença para tratar de interesse particulares;
X – licença especial;
XI –
licença para tratamento de saúde. (Acrescido
pela Lei nº 11.330/2016)
Parágrafo
único. O ocupante de cargo de provimento em comissão não terá direito à licença
para tratar de interesse particulares.
Art. 78.
Terminada a licença, o funcionário reassumirá, imediatamente, o exercício das
atribuições do cargo.
Art. 79. O
funcionário em gozo de licença deverá comunicar ao chefe da repartição o local
onde possa ser encontrado.
SEÇÃO II
DO
AFASTAMENTO E DA LICENÇA PARA TRATAMENTO DE SAÚDE
Art. 80.
Ao funcionário impossibilitado de exercer o cargo por motivo de saúde será concedido
afastamento por período não superior a 15 (quinze) dias.
§ 1º O
afastamento será deferido após apresentação pelo funcionário de atestado
médico, fornecido pelos médicos credenciados pela administração municipal,
sindicato ou ainda por órgão oficial do Município.
§ 2º O
funcionário afastado para tratamento de saúde não poderá se dedicar a qualquer
atividade remunerada, sob pena de ser cassada a licença e promovida sua
responsabilidade.
Art. 81.
Ao término do afastamento, o funcionário deverá apresentar-se ao Serviço de
Medicina do Trabalho da Administração Municipal, que avaliará suas condições de
saúde para retorno ao trabalho.
§ 1º O
atestado ou laudo passado por médico não integrante do § 1º do artigo 80,
deverá ser homologado quando da apresentação prevista no caput deste
artigo.
§ 2º Se o
afastamento for superior a 15 (quinze) dias, ao funcionário será concedida
licença para tratamento de saúde, nos termos da Lei da Previdência Municipal.
Art. 82.
As licenças concedidas dentro de trinta dias, contados do término da anterior,
serão considerados como prorrogação.
Parágrafo
único. O pedido deverá ser apresentado pelo menos três dias antes de findar o
prazo da licença; se indeferido, será considerado como de licença o período
compreendido entre a data do seu término e a do conhecimento oficial do
despacho.
Art. 83.
No caso do afastamento ou de licença, poderá o funcionário requerer exame
médico, caso se julgue em condições de reassumir o exercício do cargo.
SEÇÃO III
DA LICENÇA
POR MOTIVO DE DOENÇA EM PESSOA DA FAMÍLIA
Art. 84. O
funcionário poderá obter licença, por motivo de doença do cônjuge não separado
legalmente, companheira ou companheiro, pais, filhos e equiparados, mediante
comprovação médica. (Vide Decreto
nº 23.901/2018)
§ 1º A
licença somente será concedida se o funcionário provar que sua assistência
pessoal e permanente é indispensável, não podendo ser prestada simultaneamente
com o exercício do cargo.
§ 2º A licença
de que trata este artigo será concedida, com remuneração integral, até 15
(quinze) dias, e após, com desconto de 1/3 (um terço) da remuneração até o
limite de 30 (trinta) dias.
SEÇÃO IV
DA LICENÇA
MATERNIDADE
Art. 85. À
funcionária gestante será concedida, mediante exame médico, licença de 120
(cento e vinte) dias, nos termos da lei da Previdência Municipal.
Parágrafo
único. Em caso de aborto não criminoso, comprovado por atestado médico oficial,
a mulher terá repouso remunerado de 14 dias.
§ 1º Em
caso de aborto não criminoso, comprovado por atestado médico oficial, a mulher
terá repouso remunerado de 14 dias. (Redação dada
pela Lei nº 8.973/2009)
§ 2º A
licença maternidade prevista no caput deste artigo, será prorrogada por mais 60
(sessenta) dias, sendo concedida imediatamente após a fruição dos 120 (cento e
vinte) dias iniciais, com remuneração integral a cargo do ente público ao qual
a servidora esteja vinculada, observados os moldes utilizados pela previdência
municipal. (Redação dada pela Lei nº 8.973/2009)
§ 3º
Durante todo o período de licença maternidade, a servidora não poderá exercer
qualquer atividade remunerada e a criança não poderá ser mantida em creche ou
organização similar, sob pena de perda ao seu direito. (Redação
dada pela Lei nº 8.973/2009)
§ 4º Ao
final dos 120 (cento e vinte) dias iniciais da licença maternidade, poderá a
servidora voltar ao trabalho mediante requerimento. (Redação
dada pela Lei nº 8.973/2009)
§ 5º
Aplica-se às servidoras que estejam em gozo de licença maternidade e licença
adoção, quando esta Lei passar a produzir efeitos, a prorrogação de 60
(sessenta) dias, na forma prevista no §2º deste artigo. (Redação
dada pela Lei nº 8.973/2009)
§ 6º No
caso de nascimento prematuro, desde que haja necessidade de internação, a
licença maternidade prevista no caput deste artigo será estendida à quantidade
de dias que o recém-nascido passar internado, até o limite de 12 (doze) meses,
estendendo o direito também a mãe que mesmo não tendo seu bebê prematuro, este
necessite de internação por problemas perinatais. (Acrescido
pela Lei nº 11.448/2016)(A Lei nº 11.448/2016, foi declarada inconstitucional pela ADIN nº 2235250-23.2016.8.26.0000)
Art. 86.
Para amamentar o próprio filho, até que complete seis meses de idade, a mulher
terá a redução de jornada diária de uma hora, facultada a redução em dois
períodos de meia hora.
SEÇÃO V
DA LICENÇA
ADOÇÃO
Art.
87. À funcionária que adotar ou obtiver guarda judicial de criança de até 1
(hum) ano de idade, serão concedidos noventa dias de licença remunerada.
Parágrafo
único. No caso de adoção ou guarda judicial de criança de 1 (hum) até 7 (sete) anos
de idade, o prazo de que trata este artigo será de 40 (quarenta) dias.
Art.
87. À funcionária que adotar ou obtiver a guarda judicial de menor, de até 07
(sete) anos de idade, serão concedidos 120 (cento e vinte) dias de licença, com
remuneração integral. (Redação dada pela Lei nº
8.973/2009)
Art. 87. À
funcionária que adotar ou obtiver a guarda judicial de criança ou adolescente
serão concedidos 120 (cento e vinte) dias de licença, com remuneração
integral. (Redação dada pela Lei nº 12.549/2022)
§ 1º Ao
funcionário, nas mesmas condições, será concedida licença remunerada de 05
(cinco) dias. (Redação dada pela Lei nº
8.973/2009)
§ 1º Ao
funcionário, nas mesmas condições, será concedida licença remunerada de 20 (vinte)
dias, ficando-lhe assegurados os mesmos direitos previstos nos §§ 1º ao 4º, do
art. 88, desta Lei. (Redação dada pela Lei nº
12.549/2022)
§ 2º A
prorrogação prevista nos §§ 2º e 3º do art. 85 desta Lei, aplica-se igualmente
à licença prevista no caput deste artigo. (Redação
dada pela Lei nº 8.973/2009)
§ 3º Ao
final dos 120 (cento e vinte) dias iniciais da licença adoção, poderá a
servidora voltar ao trabalho mediante requerimento. (Redação
dada pela Lei nº 8.973/2009)
§ 4º As
condições previstas no caput deste artigo se aplicam ao pai solo e ao casal
homoafetivo. (Acrescido pela Lei nº 12.549/2022)
SEÇÃO VI
DA LICENÇA
PATERNIDADE
Art.
88. Ao funcionário será concedida licença paternidade de 5 (cinco) dias
contados do dia do nascimento de seu filho, sem prejuízo de sua remuneração.
Art.
88. Ao funcionário será concedida licença paternidade de 15 (quinze) dias
contados do dia do nascimento de seu filho, sem prejuízo de sua remuneração. (Redação dada pela Lei nº 11.072/2015)
Art. 88.
Ao funcionário será concedida licença paternidade de 20 (vinte) dias contados
do dia do nascimento de seu filho, sem prejuízo de sua remuneração.(Redação dada pela Lei nº 12.207/2020)
§ 1º Em
caso de morte ou superveniência de invalidez permanente ou temporária da
genitora, seja em decorrência de complicações no parto ou mesmo em virtude de
qualquer outro fato ocorrido dentro dos 120 (cento e vinte) dias subsequentes
ao nascimento da criança, será assegurado ao cônjuge ou companheiro servidor
público o gozo de licença-paternidade pelo mesmo
prazo da licença-maternidade prevista nesta Lei, debitando-se, se for o caso, o
número de dias decorridos do nascimento até a data do óbito ou invalidez. (Acrescido pela Lei nº 11.072/2015)
§ 2º Para
efeitos desta Lei, entende-se por invalidez permanente ou temporária somente os
casos em que a genitora ficar totalmente impedida de cuidar do recém-nascido
durante o período referido no parágrafo anterior. (Acrescido
pela Lei nº 11.072/2015)
§ 3º A invalidez
permanente ou temporária mencionada neste artigo deverá ser declarada por junta
médica. (Acrescido pela Lei nº 11.072/2015)
§ 4º Caso
o nascimento da criança ocorra durante as férias do pai, a concessão da licença-paternidade será prorrogada para que seja iniciada
somente no dia seguinte ao término das férias. (Acrescido
pela Lei nº 11.072/2015)
§ 5º O
direito previsto neste artigo não se aplica no caso de falecimento do filho ou
de seu abandono. (Acrescido pela Lei nº
11.072/2015)
Art. 89.
Ocorrendo aborto, será concedida ao funcionário, licença paternidade de 1 (hum)
dia.
SEÇÃO VII
DA LICENÇA
PARA TRATAMENTO DE DOENÇA PROFISSIONAL OU EM DECORRÊNCIA DE ACIDENTE DE
TRABALHO
Art. 90. O
funcionário, acometido de doença profissional ou acidentado em serviço, terá
direito a:
I – afastamento para tratamento de saúde nos termos do artigo 80
desta lei;
II – licença para tratamento de saúde, nos termos do § 2º do
artigo 81 desta lei.
SEÇÃO VIII
DA LICENÇA
PARA PRESTAR SERVIÇO MILITAR
Art. 91.
Ao funcionário matriculado em órgão de Formação da Reserva, do município, será
concedido licença com remuneração integral, desde que haja complementação da
sua jornada de trabalho.
Parágrafo
único. Ao funcionário incorporado será concedido licença sem remuneração.
Art. 92. O
funcionário desincorporado reassumirá o exercício das atribuições de seu cargo
no 1º dia útil após a desincorporação.
SEÇÃO IX
DA LICENÇA
PRÊMIO
Art.
93. Após cada quinquênio de exercício no Município, o funcionário fará jus
a 3 (três) meses de licença prêmio, com a remuneração do cargo efetivo,
observado o disposto no artigo 68 desta lei.
Art. 93.
Após cada quinquênio de exercício no Município, o funcionário fará jus a 3
(três) meses de licença prêmio, com a remuneração do cargo efetivo. (Redação dada pela Lei nº 9.586/2011)
§ 1º A
licença prêmio com as vantagens do cargo em comissão ou função gratificada,
somente será concedida ao funcionário que o venha exercendo, no período
aquisitivo, por mais de um ano.
§ 2º
Somente o tempo de serviço público, prestado ao Município, será contado par
efeito de licença prêmio.
§ 3º A
licença prêmio será concedida na exoneração do cargo efetivo ou por ocasião da
aposentadoria na proporção de 20% (vinte por cento) por ano completo.
§ 4º Não
será permitida a acumulação de licença prêmio.
§ 5º O
funcionário com jornada de trabalho variável perceberá a licença prêmio sobre a
média da jornada praticada nos últimos 5 (cinco) anos.
Art. 94.
Não se concederá licença prêmio ao funcionário que, no período aquisitivo:
I – sofrer pena de suspensão;
II – afastar-se do cargo em virtude de:
a) faltas
injustificadas, alternadas ou não, superiores a 15 (quinze) dias;
b)
condenação à pena privativa de liberdade por sentença definitiva;
c)
ausências ao trabalho superiores a 90 (noventa) dias em virtude da somatória de faltas justificadas, injustificadas e dos
afastamentos e licenças previstos nos incisos I, II e IX do Art. 77, da Lei nº
3.800, de 2 de dezembro de 1991. (Acrescida
pela Lei nº 9.586/2011)
Art.
95. As faltas injustificadas até 15 (quinze) dias, retardarão a concessão
da licença prêmio na proporção de 1(hum) mês para cada falta.
Art. 95.
Na ocorrência de faltas injustificadas até 15 (quinze) dias e que não tenha
ocorrido o previsto na alínea “c” do inciso II, do artigo 94, retardarão a
concessão da licença prêmio na proporção de 1 (hum) mês para cada falta. (Redação dada pela Lei nº 9.586/2011)
Parágrafo
único. Será suspensa a contagem, para fins do direito à licença-prêmio, o
período em que o funcionário estiver afastado do serviço em virtude de auxílio doença de qualquer natureza, previsto no art. 45, da
Lei nº 4.168, de 1º de março de 1993.
(Acrescido pela Lei nº 11.330/2016)
Parágrafo
único. Será suspensa a contagem, para fins do direito à licença-prêmio, o
período em que o funcionário estiver afastado do serviço em virtude de auxílio doença, previsto no artigo 45, da Lei Municipal nº
4.168, de 1º de março de 1993, excetuando-se os casos de acidente de trabalho. (Redação dada pela Lei nº 12.867/2023)
Art. 96. A
licença-prêmio poderá, a pedido do servidor, ser gozada integral ou parcelada
em períodos de 30 (trinta) dias, atendido o interesse da Administração, bem
como convertida em pecúnia, desde que manifestada por ocasião do seu
requerimento.
Art. 97. O
funcionário deverá aguardar em exercício a concessão da licença-prêmio.
Art. 98. A
concessão da licença prêmio dependerá de novo ato, quando o funcionário não
iniciar o seu gozo dentro dos trinta dias seguintes ao da publicação daquele
que a deferiu.
Art. 99. A
licença prêmio somente será concedida pelo Prefeito, pela mesa da Câmara, ou
pelo Diretor de Autarquia e Fundação Pública, a critério da Administração desde
que não haja solução de continuidade do serviço.
SEÇÃO X
DA LICENÇA
PARA TRATAR DE INTERESSES PARTICULARES
Art. 100.
O funcionário após 5 (cinco) anos ininterruptos de efetivo exercício, poderá
requerer licença para tratar de interesses particulares, sem vencimentos e por
período não superior a dois anos. (Vide Lei nº
11.252/2015)
§ 1º A
licença será indeferida quando o afastamento do funcionário for ao serviço
público.
§ 2º O
funcionário deverá aguardar, em exercício, a concessão da licença.
§ 3º Será
considerado para efeito do caput deste artigo, como de efetivo exercício, o
tempo ininterrupto de serviço prestado à Municipalidade, anteriormente, à
investidura em cargo público. (Acrescido pela Lei
nº 4.382/1993)
Art. 101.
Não será concedido licença para tratar de interesses particulares ao
funcionário nomeado, removido ou transferidos, antes de assumir o exercício do
cargo.
Art. 102.
A autoridade que houver concedido a licença poderá determinar o retorno do
funcionário licenciado, no prazo de 60 (sessenta) dias, sempre que o exigir o
interesse público.
Art. 103.
O funcionário poderá, a qualquer tempo, reassumir o exercício das atribuições
do cargo, cessado, assim, os efeitos da licença.
Art. 104. O
funcionário não obterá nova licença para tratar de interesses particulares
antes de decorridos dois anos do término da anterior.
SEÇÃO XI
DA LICENÇA
ESPECIAL
Art. 105.
Existindo interesse municipal, devidamente justificado e comprovado, será
concedido ao funcionário, Licença Especial, sem remuneração e sem prejuízo das
demais vantagens do cargo, até o máximo de 2 (dois) anos, permitido somente um renovação e pelo mesmo prazo. (Vide Lei
nº 11.252/2015)
Parágrafo
único. A Licença Especial concedida para exercício de cargo em comissão junto a
outro Poder ou Órgão da Administração Direta, Indireta, Autárquica ou
Fundacional Municipal, bem como a outros entes e Órgãos da Federação, fica
isenta dos prazos mencionados no caput. (Acrescido
pela Lei nº 6.328/2000)
CAPÍTULO V
DAS FALTAS
E ABONOS
Art. 106.
O funcionário público terá direito a 6 (seis) faltas abonadas ao ano, não
podendo, a qualquer pretexto, exceder a 1 (uma) falta por mês. (Vide Decreto
nº 20.687/2013)
§ 1º As
faltas que excederem ao limite constante do caput deste artigo,
somente serão abonadas mediante a apresentação de atestado médico, nos termos
dos artigos 80 e 81 desta lei.
§ 2º As
faltas não abonadas poderão ser justificadas, através de documento hábil e
reconhecido pelo órgão competente, acarretando a perda do dia correspondente,
com prejuízo do descanso semanal remunerado.
§ 3º
Abonada a falta, o funcionário terá direito ao vencimento correspondente àquele
dia de serviço.
§ 4º Os
ocupantes de cargos de confiança não terão direito às faltas abonadas. (Revogado
pela Lei nº 12.924/2023)
Art. 107.
O funcionário que não exercer o direito previsto no caput do artigo
anterior parcial ou integralmente, fará jus ao gozo dos dias correspondentes
por ocasião das férias ou seu indenização, devendo
esta ser requerida entre os meses de fevereiro à novembro, a critério da
Administração.
Parágrafo
único. / § 1º Os
professores, os especialistas de educação e demais funcionários que desempenham
suas atividades em função do calendário escolar, não poderão utilizar as faltas
não abonadas durante o período letivo ou de recesso, cabendo aos mesmos a
respectiva indenização. (Renumerado pela Lei nº 12.924/2023)
§ 2º Os ocupantes de cargos de confiança não terão
direito a indenização das faltas abonadas. (Redação dada pela Lei nº 12.924/2023)
§ 2º Não
será permitida a indenização de faltas abonadas, cujo direito tenha sido
adquirido no período em que o servidor tenha ocupado cargo de confiança, função
gratificada ou cargo em comissão. (Redação dada Lei
nº 12.964/2024)
CAPÍTULO
VI
DOS
ATRASOS
Art.
108. Ao funcionário será permitido até 8 (oito) atrasos mensais, desde que a
soma não ultrapasse a 45 (quarenta e cinco) minutos, não sendo permitida
qualquer compensação.
Art. 108.
Ao funcionário será permitido tolerância mensal de atrasos ou saídas
antecipadas, desde que a soma não ultrapasse a 45 (quarenta e cinco) minutos
mensais. (Redação dada pela Lei nº 12.207/2020)
§ 1º Não serão
computadas na tolerância prevista no caput as variações de horário no registro
de ponto não excedentes de 5 (cinco) minutos em cada registro observado o
limite máximo de 10 (dez) minutos diários, desde que a variação seja compensada
no mesmo dia. (Redação dada pela Lei nº
12.207/2020)
§ 2º As
normas previstas neste artigo não se aplicam aos serviços públicos
emergenciais, ou seja, aqueles ligados à sobrevivência, saúde ou segurança da
população. (Redação dada pela Lei nº
12.207/2020) (Revogado pela Lei nº 12.455/2021)
Art. 109.
Ocorrendo o excesso a qualquer dos limites estabelecidos no artigo anterior, o
funcionário sofrerá desconto de 1/3 (um terço) de sua remuneração diária, por
atraso verificado, desde que a soma de todos não ultrapasse a 90 (noventa)
minutos, após o que, o desconto será de ½ (metade) de sua remuneração diária
por atraso.
Parágrafo
único. Os descontos mencionados neste artigo implicarão em prejuízo do descanso
semanal remunerado.
CAPÍTULO
VII
DA
APOSENTADORIA
Art. 110.
O funcionário será aposentado nos termos da lei da Previdência Municipal.
CAPÍTULO
VIII
DA
ASSISTÊNCIA AO FUNCIONÁRIO
Art. 111. O
Município poderá dar assistência ao funcionário e sua família, concedendo entre
outros, os seguintes benefícios:
I – assistência médica, dentária, farmacêutica e hospitalar;
II – previdência social e seguros;
III –
assistência judiciária;
IV – assistência social.
Art. 112.
A lei determinará as condições de organização e funcionamento dos serviços de
assistência referidos neste Capítulo.
CAPÍTULO
IX
DO DIREITO
DE PETIÇÃO
Art. 113.
É assegurado ao funcionário o direito de requerer, representar, pedir
reconsideração e recorrer, em defesa de direito ou interesse legítimo.
Art. 114.
O requerimento, representação, pedido de reconsideração e recursos serão
encaminhados à autoridade competente.
§ 1º O
pedido de reconsideração deverá ser dirigido à autoridade que houver expedido o
ato ou proferido a decisão e somente será cabível quando contiver novos
argumentos.
§ 2º
Nenhum pedido de reconsideração poderá ser renovado.
§ 3º
Somente caberá recurso quando houver pedido de reconsideração não conhecido ou
indeferido.
§ 4º O
recurso será dirigido à autoridade imediatamente superior a que tiver expedido
o ato ou proferido a decisão e, em última instância, ao Prefeito.
§ 5º
Nenhum recurso poderá ser renovado.
§ 6º O pedido
de reconsideração e o recurso não têm efeito suspensivo, salvo nos casos
previstos em lei.
Art. 115.
Salvo disposição expressa em contrário, é de 30 (trinta) dias o prazo para
interposição de pedidos de reconsideração e recurso.
Parágrafo
único. O prazo a que se refere este artigo começará a fluir a partir da
comunicação oficial da decisão a ser reconsiderada ou recorrida.
Art. 116.
O direito de pleitear administrativamente prescreverá:
I – em 5 (cinco)anos, nos casos relativos a demissão,
aposentadoria e disponibilidade ou que afetem interesse patrimoniais e créditos
resultantes das relações funcionais com a Administração;
II – em 120 (cento e vinte) dias, nos demais casos, salvo quando
outro prazo for fixado em lei municipal.
Art. 117.
O prazo de prescrição terá seu termo inicial na data da publicação oficial do
ato ou, quando este for de natureza reservada, para resguardar direito do
funcionário, na data da ciência do interessado.
Art. 118.
O recurso, quando cabível, interrompe o curso da prescrição.
Parágrafo
único. Interrompida a prescrição, o prazo recomeçará a correr pelo restante, no
dia em que cessar a interrupção.
TÍTULO IV
DO
VENCIMENTO E DAS VANTAGENS PECUNIÁRIAS
CAPÍTULO I
DO
VENCIMENTO
Art. 119.
O vencimento dos cargos do Executivo e da Câmara Municipal, das autarquias e
das fundações públicas municipais deverão ser iguais, desde que suas
atribuições sejam iguais ou assemelhadas.
Parágrafo
único. Para os efeitos deste artigo, não se levará em conta as vantagens de
caráter individual e as relativas à natureza ou ao local do trabalho.
Art. 120.
É vedada a vinculação ou equiparação de vencimentos para o efeito de
remuneração de pessoal do serviço público.
Art. 121. As
vantagens pecuniárias percebidas pelos funcionários não serão computadas nem
acumuladas, para concessão de vantagens ulteriores, sob o mesmo título ou
idêntico fundamento.
Art. 122.
O limite máximo da remuneração percebida em espécie, a qualquer título, pelos
funcionários públicos será correspondente à remuneração percebida, em espécie,
pelo Prefeito Municipal.
§ 1º
Remuneração percebida em espécie pelo Prefeito Municipal é o subsídio mais a
verba de representação.
§ 2º O
vencimento, a remuneração, as vantagens e os adicionais, bem como os proventos
de aposentadoria que estejam sendo percebidos em desacordo com o disposto neste
artigo, serão imediatamente reduzidos ao limite dele decorrente, não se
admitindo, neste caso, invocação de direito adquirido à irredutibilidade de
vencimentos, ou percepção de excesso a qualquer título.
Art. 123.
Ressalvando o disposto no § 2º do artigo anterior, o vencimento dos
funcionários públicos é irredutível.
Art. 124.
Salvo as exceções expressamente previstas em lei, é vedado à Administração
Pública efetuar qualquer desconto dos funcionários sem sua prévia e expressa
autorização.
Parágrafo
único. Em cumprimento a decisão judicial transitada em julgado, a Administração
deve descontar, do vencimento de seus funcionários, a prestação alimentícia,
nos termos e nos limites determinados pela sentença.
Art.
124-A. Os funcionários públicos nomeados para o exercício de cargo de
confiança ou como agente político terão garantidas todas as vantagens previstas
em lei. (Acrescido pela Lei nº 6.328/2000)
CAPÍTULO
II
DAS
VANTAGENS PECUNIÁRIAS
Art. 125.
Além do vencimento, poderão ser concedidas ao funcionário as seguintes
vantagens:
I – diárias;
II – horas extraordinárias;
III –
gratificações;
IV – adicionais;
V – salário família;
VI –
salário esposa; (Declarado Inconstitucional pela ADIN nº 2237855-97.2020.8.26.0000) (Revogado
pela Lei nº 12.578/2022)
VII –
auxílio para diferença de caixa;
(Declarado Inconstitucional nos autos
da ADI 2080059-04.2024.8.26.0000)
VIII –
Sexta Parte e;
IX – outras remunerações previstas em lei.
SEÇÃO I
DAS
DIÁRIAS
Art. 126.
Ao funcionário que, por determinação da autoridade competente, se deslocar
temporariamente do Município, no desempenho de suas atribuições, ou em missão
ao estudo de interesse da Administração, serão concedidas, além do transporte,
diária e título de indenização das despesas de alimentação e pousada, nas bases
a serem fixadas em lei.
SEÇÃO II
DA
REMUNERAÇÃO PELA PRESTAÇÃO DE HORAS EXTRAORDINÁRIAS
Art. 127.
O funcionário público ocupante de cargo de provimento efetivo, quando convocado
para trabalhar em jornada superior ao estabelecido nos artigos 22 e 23, terá
direito a remuneração por serviços extraordinários. (Vide Lei
nº 5.003/1995)
§ 1º É
vedada a remuneração por serviço extraordinário a ocupante de cargo de
confiança.
§ 2º É
vedado conceder remuneração por serviço extraordinário a ocupante de cargo de
confiança.
Art.
128. A remuneração será paga por hora de trabalho, prorrogado ou antecipado, que
exceda a jornada diária, acrescido de 50% (cinqüenta
por cento) do valor da hora normal de trabalho.
Art. 128.
A remuneração será paga por hora de trabalho, prorrogado ou antecipado,
que exceda a jornada diária, acrescido de 50% (cinquenta por cento) do valor da
hora normal de trabalho, computando-se para o cálculo, os vencimentos e/ou
vantagens fixas, de caráter remuneratório a que o servidor tenha direito, não
sendo computadas as verbas de caráter eventual ou transitório, bem como prêmios
ou gratificações por produtividade ou de outra natureza. (Redação dada pela Lei nº 12.009/2019)
§ 1º o
valor da hora normal de trabalho é o quociente do valor do vencimento por 220
(duzentas e vinte) horas, quando da jornada de 8 horas diárias e proporcional
nos demais casos.
§ 1º O
valor da hora normal de trabalho é o quociente do valor do vencimento por 200
(duzentas) horas, quando da jornada de oito horas diárias e proporcional nos
demais casos. (Redação dada pela Lei nº
4.382/1993)
§ 1º O
valor da hora normal de trabalho é o quociente do valor previsto no caput por
200 (duzentas) horas, quando da jornada de 8 (oito) horas diárias e
proporcional nos demais casos. (Redação dada
pela Lei nº 12.009/2019)
§ 2º A
hora extraordinária trabalhada em dia correspondente ao descanso semanal
remunerado ou feriado será acrescida de 100% (cem por cento) do valor da hora
normal de trabalho.
§ 3º Salvo
os casos de convocação de emergência, devidamente justificadas, o serviço
extraordinário não poderá exceder a duas horas diárias.
SEÇÃO III
DAS
GRATIFICAÇÕES
Art. 129.
Será concedida gratificação:
I – pela participação em órgão de deliberação coletiva ou banca
examinadora;
II – de Natal.
SUBSEÇÃO I
DA
GRATIFICAÇÃO PELA PARTICIPAÇÃO EM ÓRGÃO DE DELIBERAÇÃO COLETIVA OU BANCA
EXAMINADORA
Art. 130.
Ao funcionário designado para participação em órgão de deliberação coletiva ou
aquele que participar como membro ou auxiliar de banca ou comissão examinadora
e ou organizadora de concurso público, será concedida gratificação em
percentual fixado em lei municipal. (Vide Lei nº 3.893/1992 e Lei nº 9.729/2011) (Vide Decreto
nº 24.527/2019)
Parágrafo
único. A gratificação poderá ser paga tantas vezes quantas for o funcionário
designado para o exercício do encargo a que se refere o caput deste artigo,
nunca se incorporando aos seus vencimentos.
SUBSEÇÃO
II
DA
GRATIFICAÇÃO DE NATAL
Art. 131. O
funcionário terá direito a uma gratificação de Natal correspondente ao 13º
salário, previsto no artigo 7º inciso VIII da Constituição Federal, na
proporção de 1/12 avos da remuneração devida, em dezembro, por mês de serviço,
do ano correspondente, desprezando-se as frações de 15 dias, excluído o valor
da própria gratificação. (Vide Lei
nº 4.599/1994)
§ 1º No
cálculo a que se refere o caput deste artigo será computada a média
das horas extraordinárias, durante o ano.
§ 2º Para
os docentes será computada a média anual da jornada de trabalho, inclusive a
carga suplementar, considerada para o cálculo do seu vencimento. (Vide Lei nº 4.599/1994)
§ 3º O
pagamento da gratificação será feito da seguinte forma: 50% por ocasião das
férias ou no mês de novembro e 50% até o dia 20/12.
§ 4º
Quando as férias forem parceladas, o pagamento da gratificação de natal, será efetuado por ocasião do gozo do segundo período. (Revogado
pela Lei nº 12.009/2019)
§ 5º A
gratificação de natal será concedida aos inativos na
mesma base e condições do caput.
Art. 132.
Não terá direito à gratificação de Natal o funcionário que sofrer pena de
demissão.
SUBSEÇÃO
III
DA SEXTA
PARTE
Art. 133.
O funcionário que completar 4 (quatro) quinquênios no serviço público
municipal, perceberá a Sexta parte do seu vencimento, ao qual se incorpora
automaticamente, para todos os efeitos, excluídas as vantagens pessoais.
Parágrafo
único. O funcionário com jornada de trabalho variável perceberá a Sexta parte,
calculada sobre a média da jornada praticada nos últimos 5 (cinco) anos.
SEÇÃO IV
DOS
ADICIONAIS
Art. 134.
Será concedido adicional;
I – por serviço noturno;
II – pela execução de trabalho insalubre, perigoso ou penoso;
III – por
tempo de serviço.
SUBSEÇÃO I
DO
ADICIONAL POR SERVIÇO NOTURNO
Art. 135.
As horas trabalhadas no período noturno, compreendido entre 22:00 (vinte e
duas) horas e 05:00 (cinco) horas, serão remuneradas com um adicional de 25%
(vinte e cinco por cento), considerando-se como hora noturna o período de
52’30” (cinqüenta e dois minutos e trinta segundos). (Vide Lei nº
4.599/1994)
SUBSEÇÃO
II
DO
ADICIONAL PELA EXECUÇÃO DE TRABALHO INSALUBRE, PERIGOSO OU PENOSO
Art. 136.
Serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que, por sua
natureza, condições ou métodos de trabalho, exponham os funcionários a agentes
nocivos à saúde, de acordo com laudos técnicos específicos.
Art. 137.
Serão consideradas atividades ou operações perigosas, aquelas que, por sua
natureza ou métodos de trabalho, impliquem no contato permanente com
inflamáveis, explosivos, gases tóxicos, eletricidade e radiações ionizantes, em
condições de risco acentuado.
Art. 138.
Serão consideradas atividades ou operações penosas, aquelas que, por sua
natureza ou método de trabalho, exponham o funcionário público a situações antiergonômicas acentuadas.
Art. 139.
Lei municipal, de iniciativa exclusiva do Poder Executivo, determinará, os
percentuais nunca inferiores a 10% (dez por cento), que incidirão sobre o piso
salarial dos funcionários, no caso do exercício de atividades insalubres,
perigosas e penosas.
Art. 140.
Haverá permanente controle da atividade dos funcionários em operações ou locais
considerados penosos, insalubres ou perigosos.
Art. 141.
O direito ao adicional de insalubridade, de periculosidade ou de penosidade,
cessa, com a eliminação das condições ou dos riscos que deram causa a sua
concessão.
Art. 142.
É proibido à funcionária gestante ou lactente o trabalho em atividades ou
operações consideradas insalubres, perigosas ou penosas.
Art. 142.
É proibido à funcionária gestante ou lactante o trabalho em atividades ou
operações consideradas insalubres, perigosas ou penosas. (Redação dada pela Lei nº 12.207/2020)
SUBSEÇÃO
III
DO
ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO
Art. 143.
Completados 5 (cinco) anos de efetivo exercício no serviço público municipal, o
funcionário perceberá o adicional o por tempo de serviço de 5% (cinco por
cento), calculado sobre o seu vencimento. (Repristinado
pela Lei nº 9.638/2011)
Art.
143. Completados 5 (cinco) anos de efetivo exercício no serviço público, o
funcionário receberá o adicional por tempo de serviço de 5% (cinco por cento),
calculado sobre o seu vencimento. (Redação dada pela Lei nº
9.586/2011)
§ 1º Para
efeito do caput considera-se, também, as horas extraordinárias, o adicional
noturno, o adicional de insalubridade, o adicional de periculosidade, as
parcelas destacadas pelo exercício de cargo de confiança e as decorrentes do
enquadramento.
§ 2º Após
o período considerado no caput, o percentual referido será acrescido de 1% (hum por cento) por ano de efetivo exercício.
§ 3º Ao
ex-funcionário que retornar ao serviço público municipal, será iniciada nova
contagem. (Repristinado pela Lei nº 9.638/2011) (Revogado pela Lei nº 12.739/2023)
§ 3º O
tempo de serviço público prestado à União, Estados e Municípios, e suas
autarquias, anteriormente ao ingresso do funcionário no serviço público
municipal, será computado integralmente para efeito do adicional a que se
refere o caput deste artigo. (Redação dada pela Lei nº 9.586/2011)
SEÇÃO V
DO SALÁRIO
FAMÍLIA
Art. 144.
O salário família será concedido a todo funcionário, ativo ou inativo, que
tiver:
I – filho menor de 14 anos de idade;
II – filho inválido.
§ 1º
Compreende-se neste artigo os filhos de qualquer condição, os adotivos, os
enteados ou os menores que vivam sob a guarda judicial do funcionário.
§ 2º Para
o efeito do inciso II deste artigo, a invalidez corresponde à incapacidade
total e permanente para o trabalho.
Art. 145.
Quando pai e mãe forem funcionários ou inativos e viverem em comum, o salário
família será pago a apenas a um deles.
§ 1º Se
não viverem em comum, será pago ao que tiver os dependentes sob sua guarda.
§ 2º Se
ambos os tiverem, será pago a um e a outro, de acordo com a distribuição dos
dependentes.
Art. 146.
O funcionário é obrigado a comunicar ao Setor de Recursos Humanos da
Prefeitura, da Câmara, da Autarquia ou da Fundação Pública dentro de quinze
dias da ocorrência, qualquer alteração que se verifique na situação dos
dependentes, da qual decorra modificação no pagamento do salário família.
Parágrafo
único. A inobservância dessa obrigação implicará a responsabilização do
funcionário, nos termos desta lei.
Art. 147.
O salário família será pago independentemente de assiduidade ou produção do
funcionário e não poderá sofrer qualquer desconto, nem ser objeto de transação.
Art. 148.
O valor do salário família será fixado na Lei da Previdência Municipal.
Parágrafo
único. O salário família não será fixado na Lei da Previdência Municipal.
SEÇÃO VI
DO SALÁRIO
ESPOSA
Art.
149. O salário esposa será concedido a todo funcionário ativo e inativo, a
razão de 5% (cinco por cento) do salário mínimo. (Declarado
Inconstitucional pela ADIN nº 2237855-97.2020.8.26.0000) (Revogado pela Lei nº 12.578/2022)
Parágrafo
único. Não terá direito ao benefício previsto no caput deste artigo o
funcionário cuja esposa exercer atividade remunerada ou auferir qualquer outro
tipo de rendimento. (Declarado
Inconstitucional pela ADIN nº 2237855-97.2020.8.26.0000) (Revogado pela Lei nº 12.578/2022)
Art.
150. O funcionário é obrigado a comunicar ao Setor de Recursos Humanos da
Prefeitura, da Câmara, da Autarquia e da Fundação Pública dentro de 15 (quinze)
dias da ocorrência, qualquer alteração que se verifique na situação do estado
civil, da qual decorra modificação no pagamento do salário esposa. (Declarado
Inconstitucional pela ADIN nº 2237855-97.2020.8.26.0000) (Revogado pela Lei nº 12.578/2022)
Parágrafo
único. A inobservância dessa obrigação implicará a responsabilização do
funcionário, nos termos desta lei. (Declarado
Inconstitucional pela ADIN nº 2237855-97.2020.8.26.0000) (Revogado pela Lei nº 12.578/2022)
Art.
151. O salário esposa não será devido ao funcionário licenciado sem
remuneração. (Declarado
Inconstitucional pela ADIN nº 2237855-97.2020.8.26.0000) (Revogado pela Lei nº 12.578/2022)
SEÇÃO VII
DO AUXÍLIO
PARA DIFERENÇA DE CAIXA
Art.
152. O auxílio para diferença de caixa, concedido aos funcionários que, no
exercício do cargo, paguem ou recebam em moeda corrente, é fixado em 10% (dez
por cento), sobre o valor do seu vencimento.
Parágrafo
único. O auxílio só será devido enquanto o funcionário estiver, efetivamente,
executando serviços de pagamento ou recebimento, não se incorporando ao seu
vencimento. (Declarado Inconstitucional nos autos
da ADI 2080059-04.2024.8.26.0000)
TÍTULO V
DO REGIME
DISCIPLINAR
CAPÍTULO I
DOS
DEVERES
Art. 153.
São deveres do funcionário público, além dos que lhe cabem em virtude do
desempenho de seu cargo e dos que decorrem, em geral, de sua condição de
funcionário público:
I – executar as atribuições típicas do seu cargo e os trabalhos
de que for incumbido de forma eficaz e eficiente;
II – executar as tarefas afins e complementares às suas
atribuições típicas;
III –
responsabiliza-se pela guarda, conservação e manutenção dos materiais,
ferramentas ou equipamentos necessários ao desempenho de suas atividades ou que
lhe forem confiados e, em geral, daqueles pertencentes à Municipalidade;
IV – zelar pelos equipamentos e bens públicos em geral e,
particularmente pelo seu local de trabalho;
V – garantir, por todos os meios ao seu alcance o cumprimento
das atividades permanentes, das metas e dos objetivos básicos da unidade
administrativa em que estiver lotado e dos princípios gerais da administração,
visando a eficácia e as eficiência do serviço público;
VI – cumprir as determinações superiores, representando,
imediatamente, quando forem manifestamente ilegais;
VII –
representar aos superiores sobre irregularidades de que tenha conhecimento;
VIII –
atender, com preferência a qualquer outro serviço, as requisições de
documentos, papéis, informações ou providências, destinadas à defesa da Fazenda
Municipal;
IX – apresentar relatório ou resumos de suas atividades, nas
hipóteses e prazos previstos em lei, regulamento ou regimento;
X – manter observância às normas legais e regulamentares;
XI –
atender com presteza:
a) o
público em geral, prestando às informações requeridas, ressalvadas aquelas cujo
sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e da Administração;
b) a
expedição de certidões requeridas para a defesa de direito ou esclarecimentos
de situações de interesse pessoal;
XII –
representar contra ilegalidade ou abuso de poder;
Parágrafo
único. São também deveres do funcionário público:
I – tratar com urbanidade os colegas e o público em geral,
atendendo este sem preferência pessoal;
II – providenciar para que esteja sempre atualizada, no
assentamento individual, sua declaração de família, de residência e de
domicílio;
III –
manter cooperação e solidariedade com relação aos companheiros de trabalho;
IV – ser leal às instituições a que servir;
V – manter conduta compatível com a moralidade administrativa. (Vide Decreto
nº 21.776/2015)
CAPÍTULO
II
DAS
PROIBIÇÕES
Art. 154. São
proibidas ao funcionário toda ação ou omissão capazes de comprometer a
dignidade e o decoro da função pública, ferir a disciplina e a hierarquia,
prejudicar a eficiência do serviço ou causar dano à Administração Pública,
especialmente:
I – ausentar-se do serviço durante o expediente sem prévia
autorização do chefe imediato;
II – retirar, sem prévia autorização da autoridade competente,
qualquer documento ou objeto da repartição;
III –
recusar fé a documentos públicos;
IV – referir-se publicamente, de modo depreciativo às autoridades
constituídas e aos atos da administração;
V – cometer a pessoa estranha à repartição, fora dos casos
previstos em lei, o desempenho de encargo que lhe competir ou a seus
subordinados;
VI – compelir ou aliciar outro funcionário no sentido de filiação
a associação profissional ou sindical, ou a partido político;
VII –
insubordinação em serviço;
VIII –
participar de gerência ou administração de empresa privada, de sociedade civil,
ou exercer comércio e, nessa qualidade, transacionar com o Município exceto na
qualidade de acionista, cotista ou comanditário;
IX – pleitear, como procurador ou intermediário, junto às
repartições municipais, salvo quando se tratar de interesse do cônjuge ou de
parentes, até segundo grau;
X – proceder de forma desidiosa;
XI –
exercer ineficientemente suas funções;
XII –
exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do cargo
ou função e com o horário de trabalho, exceto em situação de
emergência e transitória no interesse coletivo;
XIII –
opor resistência injustificada ao andamento de documento, processo ou execução
de serviço;
XIV - Comparecer
ao serviço sob o efeito de drogas que alterem seu comportamento habitual;
XIV -
Comparecer ao serviço sob o efeito de drogas ou bebidas alcoólicas que alterem
o seu comportamento habitual; (Redação dada
pela Lei nº 5.294/1996)
XV – valer-se de sua qualidade de funcionário para obter proveito
pessoal para si ou para outrem;
XVI –
receber de terceiros qualquer vantagem, por trabalhos realizados na repartição
ou pela promessa de realizá-los;
XVII –
fazer com a Administração Direta ou Indireta contratos de natureza comercial,
industrial ou prestação de serviços com fins lucrativos, para si ou como
representante de outrem;
XVIII –
utilizar pessoal ou recursos materiais do serviço público par fins
particulares;
XIX – vias
de fato em serviços contra funcionários ou particular, salvo em legítima defesa
própria ou de terceiros. (Acrescido pela Lei nº
4.724/1995)
XX – deixar de atender, quando devidamente requisitado,
convocação da Comissão Disciplinar para prestar esclarecimentos ou depoimento,
sem justa causa, salvo motivo de força maior ou caso fortuito. (Acrescido pela Lei nº 4.724/1995)
XXI -
Causar por ação ou omissão, de atos, providências, diligências ou fornecimento
de informações, embaraço ao exercício das atividades da unidade central de
controle interno, da Comissão de Sindicância e da Comissão Permanente de
Processo Administrativo Disciplinar. (Acrescido
pela Lei nº 12.473/2021)
CAPÍTULO
III
DA
RESPONSABILIDADE
SEÇÃO I
DISPOSIÇÕES
GERAIS
Art. 155.
O funcionário responderá civil, penal e administrativamente, pelo exercício
irregular de suas atribuições. (Vide Decreto
nº 21.704/2015)
Art. 156.
A responsabilidade civil decorrerá de conduta dolosa ou culposa devidamente apurada,
que importe em prejuízo para a Administração Municipal ou terceiros.
§ 1º O
funcionário em caso de dolo será obrigado e a repor, de uma só vez, a
importância do prejuízo causado à Administração Municipal ou a terceiros.
§ 2º A
obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores e contra eles será
executada, até o limite do valor da herança recebida.
§ 3º
Tratando-se de dano causado a terceiros, responderá o funcionário perante à Administração Municipal em ação regressiva.
Art. 157.
A responsabilidade administrativa não exime o funcionário da responsabilidade
civil ou criminal que no caso couber.
Parágrafo
único. O pagamento de indenização a que ficar obrigado o funcionário não o
exime de pena disciplinar em que ocorrer.
SEÇÃO II
DAS
PENALIDADES
Art. 158.
São penas disciplinares:
I– advertência;
II– suspensão;
III–
demissão;
IV– cassação da aposentadoria e da disponibilidade.
Art. 159.
Na aplicação das penalidades serão consideradas a natureza e a gravidade da
infração cometida, os danos que dela provierem para o serviço público, as
circunstâncias agravantes ou atenuantes, os antecedentes funcionais
atendendo-se, sempre, a devida proporção entre o ato praticado e a pena a ser
aplicada.
Parágrafo único.
Na hipótese de ocorrência de concurso formal ou material de infrações, a pena
poderá ser exasperada. (Acrescido pela Lei nº
5.294/1996)
a)
Configura-se concurso formal de infrações quando o funcionário, mediante uma só
ação ou omissão, pratica duas ou mais infrações,
idênticas ou não. (Acrescido pela Lei nº
5.294/1996)
b)
Configura-se concurso material de infrações quando o funcionário, mediante mais
de uma ação ou omissão, pratica duas ou mais infrações
idênticas ou não. (Acrescido pela Lei nº
5.294/1996)
Art. 160.
A advertência será aplicada por escrito, nos casos de violação de proibição
constante do artigo 154, incisos I ao XII, e de inobservância de dever
funcional previsto em leis, regulamentos ou normas internas, que não
justifiquem imposição de penalidade mais grave.
Art. 161.
A pena de suspensão, que não excederá a vinte dias, regulamentada por decreto
do Executivo, será aplicada:
I – ao funcionário que, sem justa causa, deixar de se submeter a
exame médico determinado por autoridade;
II – em caso de reincidência em infração sujeita à pena de
advertência e de violação das demais proibições constantes do artigo 154.
Art. 162.
As penalidades de advertência e de suspensão terão seus registros cancelados,
após o decurso de três e cinco anos de efetivo exercício, respectivamente, se o
funcionário não houver, nesse período, praticado nova infração disciplinar.
Parágrafo
único/ § 1º O
cancelamento da penalidade não surtirá efeitos retroativos. (Renumerado pela Lei nº 4.724/1995)
§ 2º Pelo
princípio da equidade, os benefícios previstos neste artigo ficam estendidos às
penalidades de advertência e de suspensão aplicadas antes da vigência da Lei nº
3.800, de 02 de dezembro de 1991. (Acrescido
pela Lei nº 4.724/1995)
Art. 163.
A pena de demissão será aplicada nos casos de:
I – crime contra a Administração Pública;
II – abandono do cargo ou falta de assiduidade;
III –
incontinência pública e conduta escandalosa;
IV – ofensa física, em serviço, contra funcionário ou particular,
salvo em legítima defesa, própria ou de terceiros;
V – aplicação irregular do dinheiro público;
VI – lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio
municipal;
VII –
revelação de segredo confiado em razão do cargo;
VIII –
reincidência em infração sujeita a pena de suspensão superior a dez dias;
IX - prática de crimes infamantes ou hediondos, assim definidos
na Lei ou na Doutrina Criminal, quando seu cometimento for incompatível com o
exercício do cargo. (Acrescido pela Lei nº
5.294/1996)
§ 1º A
demissão ou a destituição de cargo em comissão incompatibilizará o
ex-funcionário para nova investidura em cargo público municipal, pelo prazo de
5 (cinco) anos.
§ 2º Não
poderá retornar ao serviço público municipal o funcionário que for demitido ou
destituído do cargo de confiança por infringência do Artigo 163, incisos I e V.
Art. 164.
Configura-se o abandono de cargo quando o funcionário se ausenta
injustificadamente do serviço por mais de 24 (vinte e quatro) dias
consecutivos.
Art. 165.
Entende-se por falta de assiduidade, para os efeitos do inciso II do artigo
163, a ausência do serviço sem causa justificada, por 30 (trinta dias),
intercaladamente, durante o período de doze meses.
Parágrafo
único. Estará sujeito à pena determinada no artigo 163, o funcionário em
estágio probatório que se ausentar do serviço, sem causa justificada, por 15
(quinze) dias, intercaladamente, no período de 6 (seis) meses.
Art. 166.
A aplicação de qualquer das penalidades previstas nesta lei dependerá, sempre,
de prévia motivação da autoridade competente.
Art. 167.
Será cassada a aposentadoria ou a disponibilidade se ficar provado, em
procedimento administrativo em que se assegure ampla defesa ao inativo, que:
I – praticou, quando em atividade, falta grave para a qual seja
cominada, nesta lei, pena de demissão;
II – aceitou cargo ou função pública em desconformidade com a
lei;
III –
aceitou representação de Estado estrangeiro, sem prévia autorização do
Presidente da República.
Art. 168.
Prescreverão:
I – em 1 (um)ano, as faltas disciplinares sujeitas à pena de
advertência;
II – em 2 (dois) anos, as faltas disciplinares sujeitas à pena de
suspensão;
III – em 5
(cinco) anos, as faltas disciplinares sujeitas à pena de demissão.
§ 1º O
prazo prescricional começa a correr do dia em que a autoridade tomar
conhecimento da existência da falta. (Vide Decreto
nº 21.448/2014)
§ 2º
Interrompe-se a prescrição pela instauração de sindicância ou procedimento
administrativo.
Art.
169. Para aplicação das penalidades, são competentes:
I - o
Prefeito, a Mesa da Câmara ou o Diretor da Autarquia ou Fundação Pública, nos
casos de demissão, cassação de aposentadoria e de disponibilidade;
II - os secretários nos casos de suspensão;
III -
as autoridades administrativas, com relação aos seus subordinados, nos casos de
advertência.
Art. 169.
Após o devido encerramento do Processo Administrativo Disciplinar, são
competentes para aplicação das penalidades: (Redação
dada pela Lei nº 5.294/1996)
I - o Secretário dos Negócios Jurídicos nos casos de advertência
e suspensão até 05 (cinco) dias; (Redação dada
pela Lei nº 5.294/1996)
II - o Órgão Colegiado nos casos de suspensão superior a 05
(cinco) dias, demissão, cassação de aposentadoria e de disponibilidade; (Redação dada pela Lei nº 5.294/1996)
III - a
Mesa da Câmara, o Diretor de Autarquia ou Fundação Pública em todos os casos,
cuja apuração por Processo Administrativo Disciplinar seja efetuada pelos
mesmos órgãos. (Redação dada pela Lei nº
5.294/1996)
CAPÍTULO
IV
DO
PROCEDIMENTO DISCIPLINAR
SEÇÃO I
DISPOSIÇÕES
GERAIS
Art.
170. A autoridade que tiver ciência ou notícia de irregularidade no serviço
público é obrigada a promover a apuração dos fatos e a responsabilidade,
mediante sindicância ou processo administrativo disciplinar, sendo assegurado
ao funcionário o contraditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela
inerentes.
Art. 170.
A autoridade que tiver ciência ou notícia de irregularidade no serviço público,
bem como tiver conhecimento da prática de crimes por funcionários, é obrigada a
promover a apuração dos fatos e a responsabilidade, mediante sindicância ou
processo administrativo disciplinar, sendo assegurado ao funcionário o
contraditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes. (Redação dada pela Lei nº 5.294/1996)
§ 1º As
providências para a apuração terão início, a partir do conhecimento dos fatos e
serão tomadas na unidade onde estes ocorreram, devendo consistir, no mínimo, de
um relatório circunstanciado sobre o que se verificou. (Vide
Decreto
nº 21.448/2014)
§ 2º A
averiguação preliminar de que trata o § anterior deverá ser cometida ao
funcionário ou comissão de funcionários previamente designada para tal
finalidade. (Vide Decreto
nº 21.448/2014)
§ 3º
Quando para dilação probatória houver necessidade de se colher testemunho de
pessoas que não funcionários públicos, a Procuradoria Jurídica do Município
poderá requerer em Juízo, produção antecipada de provas para esse fim. (Acrescido pela Lei nº 4.724/1995)
3º / § 4º O exame jurídico prévio das
peças e/ou expedientes informativos de fatos ocorridos no âmbito do Serviço
Autônomo de Água e Esgoto de Sorocaba, será efetivado pelo Procurador Jurídico
Chefe da Autarquia, mediante provocação do Diretor da mesma.
(Acrescido pela Lei nº 5.004/1995)(Renumerado pela Lei nº 5.445/1997)
§ 5º Nas
hipóteses de advertência ou de suspensão inferior a 05 (cinco) dias, poder-se-á
aplicar a pena pelo princípio da verdade sabida, nos casos em que o servidor
for surpreendido em flagrante pelo superior hierárquico na prática de
irregularidade. (Acrescido pela Lei nº
5.294/1996)
§ 6º Os
processos de sindicância e administrativos disciplinares tramitarão em segredo
de justiça até a decisão final. (Acrescido
pela Lei nº 5.294/1996)
SEÇÃO II
DA
SINDICÂNCIA
Art. 171.
A sindicância é a peça, preliminar e informativa do processo administrativo
disciplinar, devendo ser promovida quando os fatos não estiverem definidos ou
faltarem elementos indicativos da autoria da infração.
§ 1º Antes
de iniciada a sindicância, o Secretário dos Negócios Jurídicos encaminhará as
peças e/ou expediente informativo do fato, para exame jurídico prévio. (Acrescido pela Lei nº 4.724/1995)
§ 2º O parecer
jurídico de que trata o parágrafo anterior abordará se estão presentes aos
requisitos para instauração do procedimento administrativo. (Acrescido pela Lei nº 4.724/1995)
Art. 172.
A sindicância não comporta o contraditório, constituindo-se em procedimento de
investigação e não de punição.
Art. 173.
A sindicância deverá ser concluída no prazo de trinta dias, que só poderá ser
prorrogado por um único e igual período, mediante solicitação fundamentada.
Art. 174.
Da sindicância instaurada pela autoridade, poderá resultar:
I – o arquivamento do processo desde que os fatos não configurem
evidentes infrações disciplinares;
II – a apuração da responsabilidade do funcionário.
SEÇÃO III
DA
SUSPENSÃO PREVENTIVA
Art. 175.
O Prefeito, a Mesa da Câmara e os Diretores da Autarquia ou Fundação Pública
poderão determinar a suspensão preventiva do funcionário, por até trinta dias,
prorrogáveis por igual prazo, se houver comprovada necessidade de seu
afastamento para a apuração de falta a ele imputada.
SEÇÃO IV
DO
PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR
Art.
176. O processo administrativo é o instrumento destinado a apurar a
responsabilidade de funcionário por ação ou omissão no exercício de suas
atribuições, ou de outros atos que tenham relação com as atribuições inerentes
ao cargo e que caracterizem infração disciplinar.
Parágrafo
único. É obrigatória a instauração de processo administrativo quando a falta
imputa, por sua natureza, possa determinar a pena de suspensão, demissão,
cassação de aposentadoria ou disponibilidade.
Art. 176.
O processo administrativo disciplinar é o instrumento destinado a apurar a
responsabilidade de funcionário por ação ou omissão no exercício de suas
atribuições, ou de outros atos que tenham relação com as atribuições inerentes
ao cargo e que caracterizem infração disciplinar. (Redação
dada pela Lei nº 4.724/1995)(Acrescido
pela Lei nº 5.294/1996)
§ 1º A
instauração de processo administrativo disciplinar se dará quando a falta
imputada, por sua natureza, possa determinar a pena de suspensão, demissão,
cassação de aposentadoria ou disponibilidade. (Redação
dada pela Lei nº 4.724/1995)
§ 2º em caso
de falta imputada determinar pena de advertência, será efetuada denúncia e
defesa escrita, as quais serão colocadas à apreciação e decisão do Secretário
dos Negócios Jurídicos com homologação do Prefeito Municipal. (Redação dada pela Lei nº 4.724/1995)(Acrescido pela Lei nº 5.294/1996)
§ 3º
Quando a falta referida neste artigo for praticada por funcionário do Serviço
Autônomo de Água e Esgoto de Sorocaba, a denúncia e defesa escrita serão
colocadas à apreciação e decisão do Diretor daquela Autarquia Municipal. (Acrescido pela Lei nº 5.004/1995)
Art.
177. O processo será realizado por comissão de três funcionários efetivos, de
condição hierárquica igual ou superior a do indiciado, destinada pela
autoridade competente.
§ 1º No
ato de designação da comissão processante, um de seus membro
será incumbido de, como presidente, dirigir os trabalhos.
§ 2º O
presidente da comissão designará um funcionário, que poderá ser um dos membros
da comissão, para secretariar seus trabalhos.
§ 3º
Não poderá participar de comissão de sindicância ou inquérito, cônjuge,
companheiro ou parente do acusado, consangüíneo ou
afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau.
Art. 177.
Para realização dos processos serão nomeadas até duas comissões
permanentes de processo administrativo disciplinar, formadas por três
procuradores cada uma, indicados pelo Secretário dos Negócios Jurídicos e
nomeados através de Portaria do Prefeito Municipal. (Redação
dada pela Lei nº 4.724/1995)
§ 1º A
portaria de nomeação designará os membros que atuarão como: (Redação dada pela Lei nº 4.724/1995)
a) um
Denunciante; (Redação dada pela Lei nº
4.724/1995)
b) um
Advogado de Defesa, e (Redação dada pela Lei nº
4.724/1995)
c) um
Julgador. (Redação dada pela Lei nº 4.724/1995)
§ 2º Cada
uma das comissões atuará por dois anos consecutivos, findos os quais novos
membros serão indicados, sendo permitida a recondução de alguns deles. (Redação dada pela Lei nº 4.724/1995)
§ 3º Cada
comissão conduzirá seus processos, distribuídos igualitariamente em pares e
ímpares. (Redação dada pela Lei nº 4.724/1995)
§ 4º
Depois de distribuídos as respectivas comissões, caberá ao Denunciante elaborar
relatório circunstanciado dos fatos, oferecendo a denúncia ou requerendo
arquivamento dos autos por ausência de infração funcional. (Redação dada pela Lei nº 4.724/1995)
§ 5º Em
caso de parecer pelo arquivamento, o processo será enviado ao Secretário dos
Negócios Jurídicos para decisão e posterior homologação pelo Prefeito
Municipal. (Redação dada pela Lei nº 4.724/1995)
§ 6º Os
processos disciplinares destinados à aplicação de penalidade a funcionários do
Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Sorocaba, enquanto este não dispuser de
procuradores suficientes à aplicação plena da processualística contida neste
artigo, serão realizados por comissões indicadas e nomeadas pelo Diretor da
Autarquia, integradas por um procurador autárquico como julgador e outros dois
funcionários hierarquicamente superiores ao processado, como denunciante e
defensor. (Acrescido pela Lei nº 5.004/1995)
§ 7º Nos
processos disciplinares que referirem-se a funcionários autárquicos municipais
e quando verificada a hipótese contida no § 5º deste artigo, a decisão e
homologação serão efetivadas pelo Diretor do S.A.A.E. (Acrescido
pela Lei nº 5.004/1995)
Art.
178. A autoridade processante, sempre que necessário, dedicará todo o tempo aos
trabalhos do processo, ficando os membros da comissão, em tal caso, dispensados
dos serviços normais da repartição.
Art. 178.
Sempre que necessário, os membros da comissão processante dedicarão todo
o tempo aos trabalhos do processo, ficando dispensados das atribuições normais
de seus respectivos cargos. (Redação dada
pela Lei nº 4.724/1995)
Art.
179. O prazo para a conclusão do processo administrativo será de sessenta dias,
a contar da citação do funcionário acusado prorrogáveis por igual período,
mediante autorização de quem tenha determinado a sua instauração.
Parágrafo
único. Em caso de mais de um funcionário acusado o prazo previsto neste artigo
será em dobro.
Art. 179.
O prazo para a conclusão do processo administrativo disciplinar será de
60 (sessenta) dias, a contar da citação do funcionário acusado, prorrogáveis
por igual período, mediante autorização do Secretário dos Negócios Jurídicos. (Redação dada pela Lei nº 4.724/1995)
Parágrafo
único / § 1º Em caso
de mais de um funcionário acusado, o prazo previsto neste artigo será em dobro.
(Redação dada pela Lei nº 4.724/1995)(Renumerado pela Lei nº 5.004/1995)
§ 2º Nos
processos disciplinares que referirem-se a funcionários do Serviço Autônomo de
Água e Esgoto de Sorocaba, a prorrogação do prazo conclusivo poderá ser
autorizada pelo Diretor da Autarquia Municipal. (Acrescido
pela Lei nº 5.004/1995)
SUBSEÇÃO
ÚNICA
DOS ATOS E
TERMOS PROCESSUAIS
Art.
180. O processo administrativo será iniciado pela citação pessoal do
funcionário, tomando-se suas declarações e oferecendo-se-lhe
oportunidade para acompanhar todas as fases do processo.
§ 1º
Achando-se o funcionário ausente do lugar, será citado por via postal, em carta
registrada, juntando-se ao processo administrativo o comprovante de registro;
§ 2º
Não sendo encontrado o funcionário nos termos do § anterior, será efetuada
citação por hora certa;
§ 3º
Ignorando-se ainda o paradeiro, será feita a citação com prazo de 15 (quinze)
dias, por edital inserte um vez no órgão de imprensa
oficial e uma vez no órgão de imprensa de maior circulação no município.
Art. 180.
Efetuada a denúncia pelo Denunciante, esta será remetida ao Julgador, o
qual iniciará o processo administrativo disciplinar pela citação pessoal do
funcionário que prestará suas declarações perante a comissão, sendo-lhe
oferecida oportunidade para acompanhar todas as fases do processo. (Redação dada pela Lei nº 4.724/1995)
§ 1º
Achando-se o funcionário ausente do lugar, será citado por via postal, em carta
registrada, juntando-se ao processo o comprovante de registro. (Redação dada pela Lei nº 4.724/1995)
§ 2º Não
sendo encontrado o funcionário nos termos do § anterior, será efetuada citação
por hora certa. (Redação dada pela Lei nº
4.724/1995)
§ 3º
Ignorando-se ainda o paradeiro, será feita a citação com prazo de 15 (quinze)
dias, por edital inserte uma vez no órgão de imprensa oficial e uma vez no
órgão de imprensa de maior circulação no Município. (Redação
dada pela Lei nº 4.724/1995)
§ 4º
Entendendo o denunciante que não há elementos suficientes para a denúncia,
poderá requisitar documentos, bem como determinar as diligências necessárias. (Acrescido pela Lei nº 5.294/1996)
Art.
181. Feita a citação sem que compareça o funcionário, o processo administrativo
prosseguirá à sua revelia.
Art. 181.
Feita a citação sem que compareça o funcionário, o processo
administrativo prosseguirá à sua revelia. (Redação
dada pela Lei nº 4.724/1995)
Art.
182. A autoridade processante realizará todas as diligências necessárias ao
esclarecimento dos fatos, recorrendo, quando necessário, a técnicos ou peritos.
Art. 182.
O Julgador realizará todas as diligências necessárias ao esclarecimento
dos fatos, recorrendo, quando necessário, a técnicos ou peritos. (Redação dada pela Lei nº 4.724/1995)
Art.
183. As diligências, depoimentos de testemunhas e esclarecimentos técnicos ou
periciais serão reduzidos a termos nos autos do processo administrativo.
§ 1º Os
depoimentos de testemunhas serão tomados em audiência, na presença do advogado
do funcionário que, para tanto, será pessoal e regularmente intimado.
Art. 183.
As diligências, depoimentos de testemunhas e esclarecimentos técnicos ou
periciais serão reduzidos a termo nos autos do processo administrativo. ((Redação dada pela Lei nº 4.724/1995)
§ 1º Será
dispensado termo, no tocante à manifestação de técnico ou perito, se por este
elaborado laudo para ser juntado aos autos. (Redação
dada pela Lei nº 4.724/1995)
§ 2º Os
depoimentos de testemunhas serão tomados em audiência, na presença dos três
membros da comissão. (Redação dada pela Lei nº
4.724/1995)
Art.
184. Se as irregularidades apuradas no processo administrativo constituírem
crime, a autoridade processante encaminhará certidões das suas peças
necessárias ao órgão competente, para instauração de inquérito policial.
Art. 184.
Se as irregularidades apuradas no processo administrativo constituírem
crime, o Julgador encaminhará certidões das suas peças necessárias ao órgão
competente, para instauração de inquérito policial. (Redação
dada pela Lei nº 4.724/1995)
Art.
185. A autoridade processante assegurará ao funcionário todos os meios
adequados à ampla defesa.
§ 1º O
funcionário poderá constituir Advogado para fazer sua defesa.
§ 2º Em
caso de revelia, a autoridade processante designará, de ofício, advogado do
Município que se incumba da defesa do funcionário.
Art. 185.
O Julgador assegurará ao funcionário todos os meios adequados à ampla
defesa. (Redação dada pela Lei nº 4.724/1995)
Parágrafo
único. O funcionário poderá constituir advogado particular para fazer sua
defesa. (Redação dada pela Lei nº 4.724/1995)
Art.
186. Tomadas as declarações do funcionário ser-lhe-á dado prazo de cinco dias,
com vista do processo na repartição, para oferecer defesa prévia e requerer
provas.
Parágrafo
único. Havendo dois ou mais funcionários, o prazo será comum e de dez dias,
contados a partir das declarações do último deles.
Art. 186.
Tomadas as declarações do funcionário ser-lhe-á dado prazo de 05 (cinco)
dias, com vista do processo na repartição, para oferecer defesa prévia e
requerer provas. (Redação dada pela Lei nº
4.724/1995)
Parágrafo
único. Havendo dois ou mais funcionários, o prazo será comum e de 10 (dez)
dias, contados a partir das declarações do último deles. (Redação dada pela Lei nº 4.724/1995)
Art.
187. Encerrada a instrução do processo, a autoridade processante abrirá vista
dos autos ao funcionário ou a seu defensor, para que, no prazo de oito dias,
apresente suas razões finais de defesa.
Parágrafo
único. O prazo será comum e de quinze dias, se forem dois ou mais os
funcionários.
Art. 187.
Encerrada a instrução do processo, o Julgador abrirá vista dos autos ao
funcionário ou ao seu defensor, para que, no prazo de 08 (oito) dias, apresente
suas razões finais de defesa. (Redação dada
pela Lei nº 4.724/1995)
Parágrafo
único. O prazo será comum e de 15 (quinze) dias se forem dois ou mais
funcionários. (Redação dada pela Lei nº
4.724/1995)
Art.
188. Apresentada ou não a defesa final, após o decurso do prazo, a comissão
apreciará todos os elementos do processo, apresentando relatório fundamentado,
no qual proporá, a absolvição ou a punição do funcionário, indicando, neste
caso, a pena cabível, bem como o seu embasamento legal.
Parágrafo
único. O relatório e todos os elementos dos autos serão remetidos à autoridade
que determinou a instauração do processo, dentro de dez dias contados do
término do prazo para apresentação da defesa final.
Art. 188.
Apresentadas as razões finais pelo Advogado de Defesa, os autos serão remetidos
ao Denunciante que, no prazo de 10 (dez) dias, apreciará todos os elementos do
processo, apresentando relatório fundamentado, no qual proporá a absolvição ou
a punição do funcionário, indicando, neste caso, a pena cabível, bem como o seu
embasamento legal. (Redação dada pela Lei nº
4.724/1995)
§ 1º Na
forma prevista no artigo 159, deverão ser consideradas como circunstâncias
atenuantes para aplicação da pena cabível: (Redação
dada pela Lei nº 4.724/1995)
a) o bom
comportamento; (Redação dada pela Lei nº
4.724/1995)
b) a
ausência de qualquer penalidade anterior, comprovada através de certidão da
vida funcional; (Redação dada pela Lei nº
4.724/1995)
c)
inexperiência no serviço; (Redação dada pela Lei
nº 4.724/1995)
d) ter
sido cometida a transgressão para evitar mal maior; (Redação
dada pela Lei nº 4.724/1995)
e) ter
sido confessada espontaneamente, quando ignorada ou imputada a outrem. (Redação dada pela Lei nº 4.724/1995)
§ 2º Como
circunstâncias agravantes, deverão ser consideradas para aplicação da pena: (Redação dada pela Lei nº 4.724/1995)
a) mau
comportamento; (Redação dada pela Lei nº
4.724/1995)
b) prática
simultânea de duas ou mais transgressões; (Redação
dada pela Lei nº 4.724/1995)
c)
concurso de duas ou mais pessoas; (Redação dada
pela Lei nº 4.724/1995)
d) ter
abusado o transgressor de sua autoridade hierárquica ou funcional; (Redação dada pela Lei nº 4.724/1995)
e) ter
sido praticada premeditadamente. (Redação dada
pela Lei nº 4.724/1995)
§ 3º O
relatório e todos os elementos dos autos serão remetidos ao Julgador, o qual
emitirá parecer final dentro de 10 (dez) dias. (Redação
dada pela Lei nº 4.724/1995)
§ 4º
Encerrando o processo, o mesmo será encaminhado ao
Secretário dos Negócios Jurídicos para parecer final, e posterior decisão e
homologação pelo Prefeito Municipal. (Redação dada
pela Lei nº 4.724/1995)
§ 4º
Encerrado o processo, o mesmo será encaminhado ao
Órgão Colegiado formado pelo Secretário dos Negócios Jurídicos, Procurador
Chefe e um procurador nomeado pelo Prefeito, através de Decreto, sob a
presidência do primeiro, para a decisão final e posterior homologação pelo
Prefeito Municipal. (Redação dada pela Lei nº
5.294/1996)
a) A
decisão final prevista neste § será proferida num só ato quando seus membros
tiverem entendimento unânime. (Redação dada
pela Lei nº 5.294/1996)
b) Em caso
de entendimento contrário, será proferido voto em separado pelo membro do Órgão
Colegiado. (Redação dada pela Lei nº 5.294/1996)
§ 5º
Nos processos disciplinares pertinentes a funcionários do Serviço Autônomo de
Água e Esgoto de Sorocaba, a decisão e homologação caberá ao Diretor da
Autarquia, após análise do parecer final elaborado pelo julgador do feito. (Acrescido pela Lei nº 5.004/1995)
§ 5º Antes
da emissão da decisão final prevista no parágrafo anterior, os membros do Órgão
Colegiado poderão determinar a realização de diligências e/ou oitiva de
testemunhas. (Acrescido pela Lei nº 5.294/1996)
Art.
189. A comissão ficará à disposição da autoridade competente, até a
decisão final do processo, para prestar os esclarecimentos que forem
necessários.
Art.
189. Em caso de condenação à pena de suspensão superior a 10 (dez) dias,
o julgador deverá recorrer de ofício à Comissão de Recursos. (Redação
dada pela Lei nº 4.724/1995)
Art. 189.
Em caso de condenação à pena de suspensão superior a 10 (dez) dias, o
Órgão Colegiado deverá recorrer de ofício a Comissão
de Recursos. (Redação dada pela Lei nº
5.294/1996)
Art.
190. Recebido o processo com o relatório, a autoridade competente
proferirá a decisão, em dez dias, por despacho motivado.
Art.
190. Nos casos de condenação às penalidades de demissão, cassação de
aposentadoria ou disponibilidade, o Julgador será obrigado a recorrer de ofício
à Comissão de Recursos. (Redação dada pela Lei nº 4.724/1995)
Art. 190.
Nos casos de condenação às penalidades de demissão, cassação de aposentadoria
ou disponibilidade, o Órgão Colegiado será obrigado a recorrer de ofício à
comissão de Recursos. (Redação dada pela Lei nº
5.294/1996)
Art.
191. Da decisão final será cabível revisão prevista nesta lei.
Art. 191.
O funcionário só poderá ser exonerado a pedido ou aposentado voluntariamente,
após a conclusão definitiva do processo administrativo a que estiver
respondendo, desde que reconhecida a sua inocência. (Redação
dada pela Lei nº 4.724/1995)
Art.
192. O funcionário só poderá ser exonerado a pedido ou aposentado
voluntariamente, após a conclusão definitiva do processo administrativo a que
estiver respondendo, desde que reconhecida a sua inocência.
Art. 192.
Da decisão final cabível revisão a ser interposta junto à Comissão de
Recursos, na forma prevista nesta Lei. (Redação dada
pela Lei nº 4.724/1995)
Art.
193. Verificada a existência de vício insanável, a autoridade julgadora
declarará a nulidade total ou parcial do processo e ordenará a constituição de
outra comissão para a instauração de novo processo.
Art. 193.
Quando a infração disciplinar estiver capitulada como crime na lei penal,
o processo administrativo será remetido ao Ministério Público. (Redação dada pela Lei nº 4.724/1995)
Art.
194. Quando a infração disciplinar estiver capitulada como crime na lei penal,
o processo administrativo será remetido ao Ministério Público.
Art. 194.
Os prazos mencionados nesta subseção poderão ser prorrogados por um única vez, a critério do Julgador. (Redação dada pela Lei nº 4.724/1995)
Art.
195. Os prazos mencionados nesta subseção poderão ser prorrogados por uma única
vez, a critério da autoridade processante.
Art. 195.
Além do disposto nesta Lei, serão adotados supletivamente os Códigos de
Processo Civil e de Processo Penal, no que couber. (Redação
dada pela Lei nº 4.724/1995)
SEÇÃO V
DA REVISÃO
DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR
Art.
196. A revisão será recebida e processada mediante requerimento quando:
I – a decisão for manifestamente contrária ao dispositivo legal
ou à evidência dos autos;
II – surgirem, após a decisão, provas da inocência do punido.
§ 1º
Não constitui fundamento para a revisão a simples alegação de penalidade
injusta.
§ 2º A
revisão poderá se verificar a qualquer tempo, não sendo vedada agravação da
pena.
§ 3º O
pedido de revisão poderá ser formulado mesmo após o falecimento do punido, por
qualquer pessoa da família.
Art. 196.
Para apreciação dos recursos em processos administrativos disciplinares,
será nomeada uma Comissão de Recursos, formada por três procuradores indicados
pelo Secretário dos Negócios Jurídicos e nomeados através de portaria do
Prefeito Municipal, nos mesmos termos do § 2º do artigo 177 desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 4.724/1995)
Parágrafo
único. A comissão de que trata este artigo atuará através de um
Presidente e dois Auxiliares. (Redação dada
pela Lei nº 4.724/1995)(Vide Lei nº 5.004/1995)
Art.
197. O pedido de revisão será sempre dirigido ao Prefeito, que decidirá sobre o
seu processo disciplinar primitivo.
Art. 197.
A revisão será recebida e processada mediante requerimento quando: (Redação dada pela Lei nº 4.724/1995)
I – a decisão for manifestamente contrária ao dispositivo legal
ou à evidência dos autos; (Redação dada pela Lei
nº 4.724/1995)
II – surgirem após a decisão, provas da inocência do punido. (Redação dada pela Lei nº 4.724/1995)
§ 1º Não
constitui fundamento para revisão de simples alegação da penalidade injusta. (Redação dada pela Lei nº 4.724/1995)
§ 2º A
revisão poderá ser verificada a qualquer tempo, sendo vedada agravação a
pena. (Redação dada pela Lei nº 4.724/1995)
§ 2º A
revisão somente poderá ser verificada uma única vez para cada hipótese prevista
nos incisos I e II deste artigo, sendo vedada agravação da pena. (Redação dada pela Lei nº 5.294/1996)
§ 3º O pedido
de revisão será sempre recebido com efeito devolutivo, podendo a autoridade dar
ao mesmo, efeito suspensivo para evitar prejuízo irreparável ao funcionário. (Redação dada pela Lei nº 4.724/1995)
§ 4º O
pedido de revisão poderá ser formulado mesmo após o falecimento do punido, por
qualquer pessoa da família. (Redação dada
pela Lei nº 4.724/1995)
Art.
198. Estará impedida de funcionar no processo revisional a Comissão que
participou do processo disciplinar primitivo.
Art. 198.
O pedido de revisão será dirigido ao Prefeito, que determinará sua
juntada aos autos do Processo Administrativo Disciplinar respectivo e seu
encaminhamento ao Secretário dos Negócios Jurídicos. (Redação
dada pela Lei nº 4.724/1995)(Vide Lei nº 5.004/1995)
§ 1º
Cumpridas as formalidades previstas neste artigo, o processo será remetido ao
Presidente da Comissão de Recursos, o qual elaborará parecer circunstanciado,
no prazo de 10 (dez) dias contados do recebimento dos autos. (Redação dada pela Lei nº 4.724/1995)
§ 2º Findo
o relatório, o Presidente enviará o processo aos Auxiliares que emitirão seus
votos em 05 (cinco) dias cada um, respectivamente. (Redação
dada pela Lei nº 4.724/1995)
§ 3º Em
caso de voto contrário por parte de um ou de ambos os Auxiliares, este deverá
ser fundamentado. (Redação dada pela Lei nº
4.724/1995)
Art.
199. Julgada procedente a revisão, a autoridade competente determinará o
agravo, a redução, o cancelamento ou a anulação da pena.
Parágrafo
único. A decisão deverá ser sempre fundamentada e publicada pelo órgão oficial
do Município.
Art. 199.
Após os trâmites previstos no artigo anterior, o processo será
encaminhado ao Secretário dos Negócios Jurídicos, o qual proferirá parecer
quanto à procedência da revisão, opinando pelo agravo, redução, cancelamento ou
anulação da pena e o encaminhamento ao Prefeito Municipal para decisão final. (Redação dada pela Lei nº 4.724/1995)
Parágrafo
único. A decisão deverá ser sempre fundamentada e publicada pelo órgão oficial
do Município. (Redação dada pela Lei nº
4.724/1995)
Art.
200. Aplica-se ao processo de revisão, no que couber, o previsto nesta lei para
o processo disciplinar.
Art. 200.
Aplica-se ao processo de revisão, no que couber, o previsto nesta Lei para o
processo disciplinar, bem como, subsidiariamente, os Códigos de Processo Civil
e Processo Penal. (Redação dada pela Lei nº
4.724/1995)
TÍTULO VI
DO
MAGISTÉRIO
CAPÍTULO I
DAS
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 201.
O Magistério Municipal de Creche e Pré-escola, de 1º e 2º graus e do Ensino
Supletivo da Secretaria da Educação e Cultura de Sorocaba, é estruturado e
organizado nos termos da Lei e Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Normas
Complementares e nos termos desta Lei.
Art. 202.
Para efeitos desta lei, estão abrangidos os docentes e os especialistas de
educação que desenvolvam atividades de ministrar, planejar, executar, avaliar,
dirigir, orientar, coordenar, e supervisionar o ensino municipal.
CAPÍTULO
II
DO QUADRO
DO MAGISTÉRIO
SEÇÃO I
DA
COMPOSIÇÃO
Art. 203.
O Quadro do Magistério é constituído de cargos e funções especiais de docentes
e de especialistas de educação, nos termos estabelecidos na Lei que regula o
Plano de Carreira.
SEÇÃO II
DA
EVOLUÇÃO FUNCIONAL
Art. 204.
A evolução funcional para os ocupantes de funções especiais e para os ocupantes
de cargos, a partir da estabilidade prevista no artigo 29 desta lei, dar-se-á
por progressão, promoção e acesso, nos termos estabelecidos na Lei que regula o
Plano de Carreira.
CAPÍTULO
III
DA
JORNADA
SEÇÃO I
DA
CONSTITUIÇÃO DA JORNADA
Art.
205. A jornada de trabalho do pessoal docente é constituída de horas aula e
horas atividades, nunca excedendo, em conjunto o limite de 44 (quarenta e
quatro).
§ 1º As
horas aulas são as aulas propriamente ditas, previstas nas grades curriculares.
§ 2º As
horas atividades são o tempo remunerado de que disporá o docente,
prioritariamente, para participar de reuniões pedagógicas e, ainda, para
preparação de aulas, correção de trabalhos e provas, pesquisas e atendimento a
pais e alunos.
§ 3º O
tempo destinado às horas atividades corresponderá a 22,5% (vinte e dois e meio
por cento) do total das horas aulas semanais atribuídas ao docente,
arredondadas quando a parte decimal for maior que 0,5. (Revogado
pela Lei nº 4.066/1992)
§ 4º A
hora aula e a hora atividade terão idêntica remuneração. (Artigo 205
revogado pela Lei nº 4.599/1994)
Art.
206. Os ocupantes de cargo ou de função especial de docente ficarão sujeitos às
seguintes jornadas semanais de trabalho:
I -
30(trinta) horas aula e 7 (sete) horas atividade correspondentes, para os
Professores de creche;
I - 30
(trinta) horas-aula e 5 (cinco) horas atividade correspondentes, para os
professores de creche; (Redação dada pela Lei nº
4.159/1993)
II - 20
(vinte) horas aula e 4 (quatro) horas atividade correspondentes, para os
Professores I;
II - 20
(vinte) horas -aula e 4 (quatro) horas -atividade correspondentes para os
Professores de Pré-Escola; (Redação do inciso II dada
pela Lei nº 4.066/1992)
II - 25
(vinte e cinco) horas-aula e 10 (dez) horas atividade correspondentes, para os
professores de pré escola. (Redação do inciso II dada
pela Lei nº 4.159/1993)
III -
16 (dezesseis) horas aula e 4 (quatro) horas atividade para os Professores II e
Professores III.
III -
25 (vinte e cinco) horas-aula e 10 (dez) horas -atividade correspondentes para
os Professores I. (Redação do inciso III dada
pela Lei nº 4.066/1992)
IV - 16
(dezesseis) horas -aula e 6 (seis) horas atividade correspondentes, para os
Professores II e Professores III, guardada a mesma proporção de horas
-atividade quando da ampliação da jornada ou fixação de Carga Suplementar de
Trabalho. (Acrescido pela Lei nº 4.066/1992)
§ 1º
Para fins previstos nos incisos anteriores a hora trabalhada terá a duração
correspondente ao proposto no Plano Escolar do respectivo campo de atuação.
§ 2º
Fica estabelecida a jornada diária máxima, dos Professores II e Professores III
em 6 (seis) aulas consecutivas ou 8 (oito) alternadas.
§ 2º Ao
Professor II ou III que assumir 30 (trinta) aulas semanais ou mais, será
facultado completar a jornada máxima de 44 (quarenta e quatro) aulas com horas
-atividade. (Redação dada pela Lei nº 4.066/1992) (Artigo 206 revogado pela Lei nº 4.599/1994)
Art.
207. Os ocupantes de cargos de funções especiais de Especialistas de Educação
ficam sujeitos ao regime de 40 (quarenta) horas semanais.
Parágrafo
único. Quando do seu ingresso nos cargos e funções especiais criados por esta
lei, os atuais funcionários que desempenhem as atribuições de especialistas de
educação deverão optar expressamente por sua jornada prevista no caput deste
artigo, com remuneração proporcional.
(Artigo 207 revogado pela Lei nº 4.599/1994)
SEÇÃO
II
DA
CARGA SUPLEMENTAR DE TRABALHO E DA JORNADA REDUZIDA DE TRABALHO DOCENTE
Art.
208. Os docentes sujeitos à jornada de trabalho prevista no inciso III do
artigo 206, poderão exercer carga suplementar de trabalho. (Revogado
pela Lei nº 4.599/1994)
Art.
209. Entende-se por carga suplementar de trabalho, as horas prestadas pelo
Professor II e Professor III além daquelas fixadas para a sua jornada de
trabalho obrigatória, respeitado o limite máximo de 44 (quarenta e
quatro).
§ 1º A
jornada cumprida a título de carga suplementar de trabalho será constituída de
horas aulas e horas atividades.
§ 2º A
carga suplementar prevista no caput deste artigo, será constituída a partir das
aulas remanescentes da etapa de atribuição de jornada de trabalho obrigatória e
oferecida aos docentes na forma que dispuser o regulamento. (Artigo 209
revogado pela Lei nº 4.599/1994)
Art.
210. Nos cálculos para o pagamento da jornada semanal de trabalho docente, o
mês será considerado como constituído de 5 (cinco) semanas, tendo-se como já
remunerados os dias de repouso semanal. (Revogado pela Lei nº
4.599/1994)
Art.
211. Quando o conjunto de horas aula e horas atividade for inferior ao fixado
para a jornada de trabalho prevista no artigo 206, configurar-se-á Carga
Reduzida de Trabalho.
(Revogado pela Lei nº 4.599/1994)
Art.
212. No caso de carga reduzida de trabalho, o ocupante de cargo ou função
especial de docente deverá de outras disciplinas, áreas de estudo ou
atividades, deverão cumprir, em local a ser determinado pela Secretaria da
Educação e Cultura do Município, tantas horas atividades quantas necessárias
para atingir sua jornada semanal obrigatória. (Revogado pela Lei nº
4.599/1994)
CAPÍTULO
IV
DA
CLASSIFICAÇÃO E ATRIBUIÇÃO DE CLASSES E/OU AULAS
Art.
213. A sistemática de atribuições de classes e aulas será regulamentada pela
Secretaria da Educação e Cultura do Município e deverá considerar como fator de
hierarquia entre os docentes, respeitada a habilitação específica, unicamente o
seu tempo de serviço continuado, prestado à Municipalidade na área do ensino
público.
§ 1º Na
regulamentação de que trata o caput deste artigo, será considerado de forma
diferenciada o tempo de serviço de cada docente, a partir das atividades por
ele desenvolvidas nos vários campos de atuação do ensino municipal, da unidade
sede e da docência no ensino regular e/ou supletivo.
§ 2º O
processo de atribuição de aulas os Professores II e
Professores III deverá realizar-se em duas etapas, sendo que, na
primeira jornada, os docentes deverão escolher aulas suficientes para atingir a
jornada semanal obrigatória prevista no artigo 201 e, na segunda etapa, as
aulas que comporão, se for o caso, sua carga suplementar, até o limite máximo
permitido por esta lei.
§ 3º As
aulas de que trata o caput deste artigo serão atribuídas na Segunda quinzena de
dezembro e também na Segunda quinzena de julho, para o
ensino supletivo, quando organizado em regime semestral.
Art.
213. A sistemática de atribuição de classes e aulas será regulamentada pela
Secretaria de Educação e Cultura do Município e deverá considerar como fator de
hierarquia entre os docentes, respeitada a habilitação específica, unicamente o
seu tempo de serviço prestado a Municipalidade na área do ensino público,
exceto o utilizado para aposentadoria.
§ 1º Na
regulamentação de que trata o caput deste artigo, será considerado de forma
diferenciada o tempo de serviço de cada docente, a partir das atividades por
ele desenvolvidas nos vários campos de atuação no ensino municipal e da
docência no ensino regular e/ou supletivo.
§ 2º A
atribuição de que trata o caput, para os Professores II e III, será realizada
em etapas, na seguinte ordem:
a)
constituição da jornada obrigatória para os atuais professores efetivos bem
como a sua ampliação, atribuídas em uma única fase do processo;
b)
atribuição de jornada mínima obrigatória ao professor que ingressar a partir da
vigência desta lei;
c) ao
professor com carga reduzida de trabalho, para completar o mínimo obrigatório
para o seu cargo, em outras disciplinas para as quais esteja habilitado;
d)
ampliação da jornada semanal de trabalho, na mesma disciplina de seu cargo,
para as aulas remanescentes das fases anteriores;
e)
fixação de Carga Suplementar de Trabalho, até o limite máximo permitido,
devendo o docente escolher aulas de componentes curriculares diferentes
daqueles de seu cargo, desde que habilitado. (Redação
do artigo 213, parágrafos e alíneas dada pela Lei
nº 4.066/1992) (Artigo 213 revogado
pela Lei nº 4.599/1994)
Art. 214. A direção do estabelecimento fará publicar a
lista classificatória dos docentes, cinco dias antes da data fixada para a
escolha, remetendo cópia para a Secretaria da Educação e Cultura que organizará
a classificação geral dos docentes da rede municipal. (Revogado
pela Lei nº 4.599/1994)
Art.
215. As sessões de atribuições de aulas serão públicas, lavrando-se atas
circunstanciadas, remetendo-se cópias à Secretaria da Educação e Cultura. (Revogado
pela Lei nº 4.599/1994)
Art.
216. As classes e aulas excedentes apuradas após o processo de atribuição,
serão atribuídas como funções atividade a empregados admitidos em caráter
temporário na forma estabelecida nesta lei. (Revogado pela Lei nº
4.599/1994)
CAPÍTULO V
DOS
DIREITOS E DEVERES
SEÇÃO I
DOS
DIREITOS
Art. 217.
Além dos previstos no Título III, desta lei são direitos do integrante do
Quadro do Magistério:
I - ter liberdade de escolha e de utilização de materiais, de
procedimentos didáticos e de instrumento de avaliação do processo ensino
aprendizagem, dentro dos princípios psico-pedagógicos,
objetivando alicerçar o respeito à pessoa humana e à construção do bem comum;
II - participar como integrante do Conselho de Escola, dos
estudos e deliberações que afetam o processo educacional.
SEÇÃO II
DOS
DEVERES
Art. 218.
Além dos previstos no artigo 153, desta lei os integrantes do
Quadro do Magistério tem o dever constante de considerar a relevância
social de sua atribuições, mantendo conduto moral e
funcional adequada à dignidade profissional, bem como:
I - preservar os princípios, os ideais e os fins da educação
brasileira, através de seu desempenho profissional;
II - empenhar-se em prol do desenvolvimento do aluno, utilizando
processos que acompanhem o progresso científico da educação;
III -
participar das atividades educacionais que lhe forem atribuídas por força de
suas funções;
IV - manter o espírito de cooperação e solidariedade com a equipe
escolar e com a comunidade em geral;
V - incentivar a participação, o diálogo e a cooperação entre
educandos, demais educadores e comunidade em geral, visando à construção de uma
sociedade democrática;
VI - assegurar o desenvolvimento do senso crítico e da
consciência política do educando;
VII -
respeitar o aluno como sujeito do processo educativo e comprometer-se com a
eficiência de seu aprendizado;
VIII -
considerar os princípios psico-pedagógicos,
a realidade sócio econômica da clientela escolar e as diretrizes da política
educacional na escolha e utilização de materiais, procedimentos didáticos e
instrumentos de avaliação do processo ensino aprendizagem;
IX - participar do Conselho de Escola;
X - participar do processo de planejamento, execução e avaliação
das atividades escolares;
XI -
diligenciar para o seu constante aperfeiçoamento profissional e cultural;
XII -
cumprir as determinações emanadas do Conselho Estadual de Educação, as leis de
ensino vigentes e as determinações das autoridades competentes na esfera de
suas atribuições.
CAPÍTULO
VI
DAS FÉRIAS
Art.
219. O docente e os especialistas de educação do quadro do
magistério tem direito a 30 (trinta) dias de férias regulamentares no
mês de janeiro, podendo ocorrer a dispensa do ponto nos períodos de recesso
escolar, estabelecidos pelo Calendário Escolar.
Parágrafo
único. O disposto neste artigo não se aplica aos docentes que tenham como campo
de atuação nas Creches Municipais, que terão férias reguladas em período a ser
determinado pela Secretaria da Educação e Cultura de acordo com as necessidades
do serviço público.
§ 1º Ao
professor afastado para exercer outras atividades, fica assegurado, por ocasião
do retorno ao exercício das funções docentes, o direito de usufruir, atendido o
interesse do ensino: (Redação dada pela Lei nº
5.291/1996)
I - as férias regulamentares do exercício, ainda não gozadas, e (Acrescido pela Lei nº 5.291/1996)
II - as férias indeferidas por absoluta necessidade de serviço. (Acrescido pela Lei nº 5.291/1996)
§ 2º
Aplica-se o disposto no § 1º e inciso I à docente em gozo de licença à gestante
no período estabelecido no caput deste artigo. (Acrescido
pela Lei nº 5.291/1996)
§ 3º
Cabe ao docente, ao reassumir suas funções, entregar ao superior imediato os
expedientes que retratem a sua situação funcional, quanto ao gozo de férias, no
período em que esteve afastado. (Acrescido
pela Lei nº 5.291/1996) (Artigo 219 revogado
pela Lei nº 8.119/2007)
Art.
219. O docente, docente readaptado e os especialistas de educação do quadro do
magistério tem direito a 30 (trinta) dias corridos de
férias regulamentares, a serem gozadas em período determinado mediante Decreto
do Poder Executivo, sempre abrangendo os meses de dezembro e janeiro, podendo
ocorrer a dispensa do ponto nos períodos de recesso escolar, estabelecidos pelo
Calendário Escolar. (Redação dada pela Lei nº
11.039/2014) (Vide Lei nº 11.491/2017)
Art. 219.
O docente e o docente readaptado tem direito a 30
(trinta) dias corridos de férias regulamentares, a serem gozadas em período
determinado mediante Decreto do Poder Executivo, podendo ocorrer a dispensa do
ponto nos períodos de recesso escolar, estabelecidos pelo Calendário Escolar. (Redação dada pela Lei nº 12.705/2022)
Art.
219-A. Fica o Poder Executivo autorizado a conceder férias antecipadas ao
Docente e aos especialistas de Educação. (Acrescido
pela Lei nº 11.039/2014)
Art.
219-A. Fica o Poder Executivo autorizado a conceder férias antecipadas
aos docentes e aos ocupantes de cargo de suporte pedagógico do Quadro do
Magistério. (Redação dada pela Lei nº 12.867/2023)
§ 1º A
concessão das férias antecipadas coincidirá com o período de férias preconizado
no art. 219 da Lei. (Acrescido pela Lei nº
11.039/2014)
§ 2º Fica,
também, o Poder Executivo autorizado a promover o pagamento antecipado
correspondente a férias remuneradas de 12/12 avos, acrescido do respectivo
terço constitucional. (Acrescido pela Lei nº
11.039/2014)
§ 3º Nos
casos de rescisão contratual de professores e servidores que tenham percebido
férias remuneradas antecipadas, sem o interstício do período aquisitivo dos 12
meses, fica o Poder Executivo autorizado a descontar das verbas rescisórias
e/ou salariais o valor proporcional equivalente pago antecipadamente. (Acrescido pela Lei nº 11.039/2014)
§ 4º
Aplica-se, no caso do caput do art., o disposto no inciso II, do art. 76 da Lei
de nº 3.800, de 2 de dezembro de 1991. (Acrescido
pela Lei nº 11.039/2014)
§ 5º Os
benefícios estipulados no art. 219 se estenderão aos docentes e especialistas
de educação que ficaram afastados por motivos de doença. (Acrescido pela Lei nº 11.039/2014)
Art.
220. O especialista de educação com exercício na unidade escolar, além das
férias regulamentares, poderá ser dispensado do ponto por 15 (quinze) dias,
durante o período de recesso escolar, estabelecido pelo Calendário Escolar.
Art. 220.
O ocupante de cargo de suporte pedagógico com exercício na unidade
escolar, além das férias regulamentares, poderá ser dispensado do ponto por 15
(quinze) dias, durante o período de recesso escolar, conforme estabelecido pelo
Calendário Escolar do ano vigente. (Redação dada pela
Lei nº 12.867/2023)
CAPÍTULO
VII
DAS
SUBSTITUIÇÕES
Art.
221. Observadas os requisitos legais, haverá substituição durante o impedimento
legal e temporário dos docentes e especialistas de educação do Quadro do
Magistério, na forma a ser regulamentada pela Secretaria da Educação e Cultura
de Sorocaba.
§ 1º A
substituição de docentes do Quadro do Magistério poderá ser exercida por
ocupantes de cargos da mesma classe, classificados na escola, na rede municipal
e outros classificados pela Secretaria da Educação e Cultura de Sorocaba.
§ 2º A
substituição de especialistas de educação do Quadro de Magistério deverá ser
exercida por docentes, preenchidos os requisitos mínimos exigidos em lei. (Artigo 221
revogado pela Lei nº 8.119/2007)
CAPÍTULO
VIII
DA
REMOÇÃO
Art.
222. A remoção dos integrantes da carreira do magistério processar-se-á por
concurso de títulos, na forma que dispuser o regulamento.
Parágrafo
único. O concurso de remoção sempre deverá preceder o de ingresso e de acesso e
somente poderão ser oferecidas em concurso de acesso e de ingresso as vagas
remanescentes do concurso de remoção.
(Revogado pela Lei nº 4.599/1994)
TÍTULO VII
CONTRATADOS
PARA SERVIÇOS DE CARÁTER TEMPORÁRIO
CAPÍTULO I
DA
ADMISSÃO E REMUNERAÇÃO
Art. 223.
Além dos funcionários públicos, poderá haver na Administração Pública
Municipal, empregados ocupantes de função pública, função atividade e função
temporária, admitidos em serviços de caráter temporário para atender
necessidades urgentes e inadiáveis, obra determinada, admissão de aluno-guarda
para curso de formação técnico profissional, convênios governamentais e
programas especiais do Município, conforme dispuser a lei.
§ 1º É
vedada a admissão prevista no caput deste artigo, para funções
inerentes a cargos de direção ou chefia.
§ 2º É
vedado o aproveitamento do empregado admitido nos termos
do caput deste artigo, para funções, órgãos ou entidades diferentes
daquelas para as quais foi contratado.
Art. 224.
Anualmente o executivo procederá a avaliação dos programas especiais do
Município, através de Comissão própria, formada pela Secretaria da
Administração e por representantes das áreas diretamente envolvidas, que
emitirá parecer quanto ao andamento dos respectivos programas.
Art. 225.
Estendem-se aos empregados contratados na forma deste título, as proibições de
acumulação de cargos, funções ou empregos públicos, na forma prevista na
Constituição Federal.
Art. 226.
A remuneração pelo exercício de função de caráter temporário, será representada
por um salário-base, estabelecido em lei ou, quando corresponder a um cargo do
quadro permanente, ao valor de referência “1” do respectivo padrão de
vencimento.
Parágrafo
único. O salário-base da função atividade será equivalente à referência “1” do
padrão de vencimento correspondente ao nível de habilitação mínima exigida para
o respectivo campo de atuação.
CAPÍTULO
II
DAS
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 227.
Além dos casos de dispensa previstos pela Consolidação das Leis de Trabalho,
ocorrerá a mesma também:
I – ao término do contrato;
II – pela conveniência da Administração, a juízo da autoridade
que procedeu a admissão;
III –
quando o desempenho do empregado não corresponder às necessidades do serviço;
IV – quando o empregado incorrer em responsabilidade disciplinar;
e
V – ao término do prazo previsto no convênio ou programa.
Art. 228.
O tempo de serviço como contratado será considerado para todos os efeitos
legais.
TÍTULO
VIII
DISPOSIÇÕES
TRANSITÓRIAS E FINAIS
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES
TRANSITÓRIAS
Art. 229.
Ao servidor público ocupante de função especial, será assegurado o ingresso no
quadro permanente da Administração Direta, Autárquica e Fundacional, bem como
todos os direitos, vantagens e obrigações constantes desta Lei.
Art. 230.
O servidor que vier a ingressar no presente estatuto, em virtude de aprovação
em concurso público ou de enquadramento na forma da Lei, passará, a partir do
ato de sua nomeação, a ser regido pelas normas desta Lei.
Art. 231.
Os atuais servidores públicos que vierem a integrar o presente estatuto, terão
o tempo de serviço anterior a publicação desta Lei contado como estágio
probatório, desde que em cargo com atribuição igual ou semelhantes à função
anteriormente exercida aplicando-se-lhes as
disposições do § 1º do artigo 14.
Art. 232.
A alteração da jornada de trabalho prevista no artigo 8º da Lei Municipal nº
3.340/90, aplica-se aos atuais funcionários admitidos até 31/12/90, desde que os mesmos façam a opção quando da nomeação em cargo
correspondente à função da referida Lei.
Art.
233. Em caso de haver rompimento de contrato de trabalho com o Município,
superior a 60 (sessenta) dias, o tempo de serviço anterior ao rompimento não
será contado para nenhum dos benefícios desta Lei. (Revogado
pela Lei nº 9.586/2011) (Repristinado
pela Lei nº 9.638/2011)
(Revogado pela Lei nº 12.867/2023)
Art. 234.
Dentro de 180 (cento e oitenta) dias a partir da publicação da presente Lei, a
guarda municipal, promoverá as necessárias adaptações no Regulamento Geral,
Disciplinar e da Escola de Formação.
CAPÍTULO
II
DISPOSIÇÕES
FINAIS
Art. 235.
Os prazos previstos nesta Lei serão contados em dias corridos, excluindo-se o
dia do começo e incluindo-se o do vencimento, salvo expressa disposições em
contrário.
Parágrafo
único. Considera-se prorrogado o prazo até o primeiro dia útil, se o término
ocorrer no Sábado, Domingo, feriado ou em dia que:
I - não haja expediente; ou
II - o expediente for encerrado antes do horário normal.
Art. 236.
São isentos de qualquer pagamento os requerimentos, certidões, e outros papéis
que, na ordem administrativa, interessem ao funcionário público municipal,
ativo ou inativo.
Art. 237.
As escolas municipais manterão órgãos colegiados, eleitos anualmente durante o
primeiro mês letivo, presidido pelo Diretor da Escola, constituído de
professores, especialistas, funcionários e pais de alunos.
Parágrafo
único. A Secretaria da Educação e Cultura baixará no prazo de 120 (cento e
vinte) dias da aprovação desta lei as normas regulamentadoras dos órgãos
mencionados no caput deste artigo.
Art. 238.
As despesas com a execução desta lei correrão por conta das dotações
orçamentárias próprias.
Art. 239.
Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas as
disposições em contrário.
Palácio
dos Tropeiros, em 2 de novembro de 1991, 338º da Fundação de Sorocaba.
ANTÔNIO CARLOS
PANNUNZIO
Prefeito
Municipal
Clineu Ferreira
Secretário
dos Negócios Jurídicos
Leuvijildo Gonzales Filho
Secretário
de Governo
Hélder
Leal da Costa
Secretário
da Administração
Publicada
na Divisão de Comunicação e Arquivo, na data supra.
João Dias
de Souza Filho
Chefe da
Divisão de Comunicação e Arquivo.