Gervino Cláudio Gonçalves, conhecido como Cláudio Sorocaba, nasceu em Ivaiporã, no interior do Paraná, em 14 de julho de 1963. Filho de agricultores, cresceu trabalhando na roça, em meio a muitas dificuldades. Em 1980, aos 17 anos, com a morte do pai, João Gonçalves Filho, assumiu a responsabilidade pelo sustento das duas irmãs mais novas e da mãe, Etelvina Vieira de Miranda, que faleceu em 2014, aos 97 anos, e sempre foi seu maior exemplo de vida.
Em 1984, mudou-se com a família para Sorocaba, em busca de melhores condições de vida. Seu primeiro emprego na cidade foi como ajudante geral em uma empresa fabricante de lajotas, trabalho que exigia grande esforço físico. Também trabalhou em uma concessionária da Eletropaulo, onde aprendeu a profissão de eletricista, área em que atuou até 1988, quando passou a trabalhar como vendedor.
Mais tarde, tornou-se comerciante no Bairro Júlio de Mesquita Filho, onde reside até hoje. Em 1998, foi eleito presidente da Associação de Moradores do Júlio de Mesquita, liderando a luta pela regularização das moradias e por melhorias para o bairro, como escola, creches, posto de saúde e asfalto. Em 2000, após se destacar como líder comunitário, concorreu a uma vaga na Câmara Municipal. Apesar da votação expressiva, ficou como suplente ao cargo de vereador.
Em 2004, disputou novamente a eleição e foi eleito vereador pela primeira vez. Ao longo do mandato, ocupou diversos cargos nas comissões permanentes e na Mesa Diretora, tendo sido vice-presidente da Casa por três vezes. Reelegeu-se em 2008, foi eleito 1º vice-presidente do Legislativo e, durante o mandato, assumiu a presidência da Câmara Municipal.
Em 2012, foi eleito vereador pela terceira vez. Venceu as eleições para a presidência da Câmara nos anos de 2014 e 2015 e, como chefe do Legislativo, conduziu a discussão, votação e aprovação de projetos essenciais para a cidade, como o Plano Diretor e o Plano Municipal de Educação. Em 2016, candidatou-se a vice-prefeito, mas a chapa não foi vitoriosa, ficando fora do Legislativo nos quatro anos seguintes.
Em 2020, voltou a disputar as eleições. Além de conquistar o quarto mandato como vereador, foi eleito presidente da Câmara para o biênio 2021/2022 e reeleito para o biênio 2023/2024. É o vereador que mais tempo atuou à frente da Casa de forma ininterrupta, comandando, entre outras decisões, a revisão do Plano Diretor.
Em 2024, foi reconduzido ao Legislativo para o quinto mandato, com 4.054 votos, e, em 2025, foi eleito 2º vice-presidente da Mesa Diretora para o biênio 2025/2026.
Na condução dos trabalhos, sempre se pautou pelo respeito ao Regimento Interno, pelo diálogo e pela abertura do Legislativo à participação popular, fomentando o debate público por meio de mecanismos de interação com a sociedade.
Durante sua gestão, liderou a transformação da TV Legislativa em TV digital e aberta, ampliando o acesso da população aos trabalhos da Câmara Municipal, especialmente das famílias de baixa renda que não podem pagar por TV por assinatura e que hoje conseguem acompanhar, ao vivo, 24 horas por dia, as discussões realizadas em plenário. Cláudio Sorocaba também comandou as articulações em Brasília para a conclusão do processo de concessão da Rádio Câmara Sorocaba em sinal aberto, na frequência 86.1 FM.A implantação da emissora fortalecerá a transparência e permitirá que a população acompanhe as atividades do Legislativo também pelo rádio.
Ainda como presidente, implantou, em parceria com a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) e o CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola), o programa de contratação de aprendizes com deficiência intelectual, incluindo pessoas com síndrome de Down, pela Câmara Municipal.
Como vereador, é autor de leis voltadas principalmente à população mais vulnerável, entre elas a Lei nº 7.506/2005, que prioriza os filhos de pessoas com deficiência em creches e escolas públicas; a Lei nº 7.533/2005, que obriga o fornecimento de medicamentos nas unidades de saúde que funcionam 24 horas; e a Lei nº 7.998/2006, que determina que empresas funerárias forneçam caixão, transporte gratuito, velório e uma coroa de flores a pessoas reconhecidamente pobres e sem recursos para custear essas despesas.