LEI Nº
13.587, DE 1 DE SETEMBRO DE 2026.
Dispõe sobre a denominação
de "Base GCM Estanislau Machado" à Base Operacional da Guarda Civil
Municipal, localizada na Rua Joaquim Ferreira Barbosa nº 1429, Jd. Maria do
Carmo e dá outras providências.
Projeto de
Lei nº 234/2026 - autoria do Vereador Antonio Carlos Silvano Júnior.
A Câmara Municipal de Sorocaba decreta e eu
promulgo a seguinte Lei:
Art. 1º Fica denominada "Base GCM Estanislau
Machado", a Base Operacional da Guarda Civil Municipal localizada na Rua
Joaquim Ferreira Barbosa, nº 1429 - Jardim Maria do Carmo, Sorocaba - SP,
18081085.
Art. 2º As despesas decorrentes da execução da
presente Lei correrão por conta de verba orçamentária própria.
Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua
publicação.
Palácio dos
Tropeiros “Dr. José Theodoro Mendes”, em 1º de setembro de 2026, 372º da
Fundação de Sorocaba.
RODRIGO
MAGANHATO
Prefeito
Municipal
DOUGLAS
DOMINGOS DE MORAES
Secretário
Jurídico
SERGIO DAVID
ROSUMEK BARRETO
Secretário
de Governo
DAVI
OLIVEIRA DUTRA
Secretário
de Segurança Urbana
em
substituição
Publicada na
Divisão de Controle de Documentos e Atos Oficiais, na data supra.
ANA CAROLINA
GOMES DOS SANTOS
Chefe da
Divisão de Controle de Documentos e Atos Oficiais
Esse texto não substitui o publicado no DOM em
02.09.2026
JUSTIFICATIVA:
O presente
Projeto de Lei tem por finalidade prestar justa e merecida homenagem ao saudoso
Guarda Civil Municipal Estanislau Machado, carinhosamente conhecido por amigos
e colegas como “Lau”, profissional que marcou a história da Guarda Civil
Municipal de Sorocaba por sua dedicação, humanidade e amor à profissão.
Estanislau
Machado nasceu em 16 de junho de 1959, na cidade de Sorocaba, sendo o segundo
filho de Benedita Rosa Machado e Roque Machado. Viveu grande parte de sua vida
na Avenida Barão de Tatuí, onde construiu fortes vínculos com a comunidade
sorocabana.
Cursou seus
estudos nas escolas Antônio Padilha, Arquimedes da Silva e Senador Vergueiro.
Ainda jovem, dedicou-se ao esporte, praticando boxe entre os anos de 1979 e
1988, atividade que interrompeu por respeito e amor à sua mãe.
Antes de
ingressar na Guarda Civil Municipal, exerceu diversas atividades profissionais,
incluindo atuação no Sindicato dos Motoristas e como ajudante geral. Contudo,
sempre alimentou o sonho de vestir a farda da Guarda Civil Municipal de
Sorocaba. No dia da realização do concurso público, dirigiu-se à igreja para
pedir a Deus e à Nossa Senhora Aparecida a graça de conquistar sua vaga. Seu
pedido foi atendido e, em 1992, ingressou na corporação, concretizando o maior
sonho de sua vida.
Durante sua
trajetória, destacou-se especialmente pelo trabalho realizado no Terminal Santo
Antônio, local que considerava sua segunda casa. Ali construiu sua história e
se tornou amplamente conhecido como “Lau do Terminal”, sendo reconhecido pela
população por sua postura atenta, acolhedora e sempre disposta a orientar e
ajudar aqueles que necessitavam, exercendo sua função com firmeza, respeito e
dedicação exemplar.
Seu
compromisso com o próximo deixou marcas profundas. Em uma de suas internações,
após complicações decorrentes da COVID-19, foi reconhecido por um funcionário
do hospital, que, emocionado, agradeceu pelos conselhos recebidos anos antes,
afirmando que suas palavras foram fundamentais para sua formação como cidadão.
Tal episódio evidencia a dimensão humana e o impacto social de seu legado.
Casou-se com
Leila Maria da Silva Campos Machado em 26 de junho de 2010, passando a residir
na cidade de Alumínio, decisão tomada para atender ao desejo de sua esposa,
embora mantivesse vínculos com Sorocaba, onde possuía residência no bairro
Júlio de Mesquita.
No ano de
2021, enfrentou uma severa batalha contra a COVID-19, permanecendo internado
por 56 dias. Recebeu alta em condições extremamente delicadas, com
traqueostomia e limitações motoras. Com fé, apoio familiar e acompanhamento
fisioterapêutico, conseguiu voltar a caminhar, demonstrando notável superação.
Contudo, as sequelas da doença comprometeram significativamente sua saúde, levando-o
posteriormente à necessidade de hemodiálise.
Após anos de
luta, veio a falecer em 30 de julho de 2025, em decorrência de complicações
durante procedimento médico, deixando esposa, enteado, nora, três netos,
irmãos, cunhadas, sobrinhos, além de inúmeros amigos e admiradores.
Estanislau
Machado sempre expressou imenso orgulho de pertencer à Guarda Civil Municipal.
Conforme relato de seu irmão Tadeu, afirmava que o Terminal Santo Antônio era
sua segunda casa, cuidando daquele espaço com extremo zelo e responsabilidade.
No dia de sua aposentadoria, declarou publicamente seu orgulho pela farda e
pela instituição. De personalidade firme e coração generoso, conquistou o
respeito dos colegas de corporação e da população sorocabana.
Dessa forma,
eternizar seu nome em uma das bases da Guarda Civil Municipal de Sorocaba
representa o reconhecimento público de uma trajetória exemplar, marcada pelo
compromisso com a segurança, a dignidade da função pública e o cuidado com o
próximo.
Trata-se,
portanto, de homenagem justa, legítima e merecida à memória de um homem que
honrou a farda da Guarda Civil Municipal e deixou um legado permanente de
dedicação, humildade e amor ao próximo.