LEI Nº 13.608, DE 1 DE OUTUBRO DE 2026.

 

Dispõe sobre denominação de “Andrey da Paz Marandola” a um próprio público de nossa cidade e dá outras providências.

 

Projeto de Lei nº 331/2026 - autoria do Vereador Cristiano Anunciação dos Passos.

 

A Câmara Municipal de Sorocaba decreta e eu promulgo a seguinte Lei:

 

Art. 1º Fica denominada “Andrey da Paz Marandola” a nova sede da Defesa Civil, situada na Avenida Raquel Jacob, nº 285, Bairro Alto da Boa Vista, neste Município.

 

Art. 2º As placas indicativas conterão, além do nome, a expressão: “Cidadão Emérito”.

 

Art. 3º As despesas com a execução da presente Lei correrão por conta das verbas próprias consignadas no orçamento.

 

Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

 

Palácio dos Tropeiros “Dr. José Theodoro Mendes”, em 6 de outubro de 2026, 372º da Fundação de Sorocaba.

 

RODRIGO MAGANHATO

Prefeito Municipal

DOUGLAS DOMINGOS DE MORAES

Secretário Jurídico

SERGIO DAVID ROSUMEK BARRETO

Secretário de Governo

CARLOS EDUARDO PASCHOINI

Secretário de Mobilidade

ANTONIO GENEZZI LOPES

Secretário de Administração

Publicada na Divisão de Controle de Documentos e Atos Oficiais, na data supra.

RAFAEL RODRIGO TEIXEIRA

Chefe da Procuradoria Administrativa

 

Esse texto não substitui o publicado no DOM em 06.10.2026

 

JUSTIFICATIVA:

 

Andrey da Paz Marandola nasceu em 24 de janeiro de 2012, às 16h50, no Hospital Modelo, na cidade de Sorocaba/SP. Filho de Jorge Luiz Marandola e Joyce Teixeira da Paz, veio ao mundo para trazer alegria, amor e esperança à sua família. Sua trajetória foi interrompida precocemente em 2 de maio de 2025, às 16h38, aos apenas 13 anos de idade, em decorrência de um trágico afogamento no Parque Porto das Águas.

Desde muito pequeno, Andrey demonstrava características que encantavam todos ao seu redor. Era um menino extremamente inteligente, educado, simpático e muito observador. Tinha uma facilidade impressionante com números e uma memória extraordinária, capaz de decorar documentos e informações de toda a família com uma naturalidade surpreendente.

Estudante da Escola Municipal Professora Genézia Izabel Cardoso Mencacci, sonhava em construir um futuro de conquistas. Na infância, desejava ser policial; mais tarde, como tantos meninos apaixonados pelo esporte, passou a alimentar o sonho de se tornar jogador de futebol.

Sua fé sempre foi um dos pilares de sua vida. Apresentado a Deus logo após o nascimento, cresceu aprendendo os valores cristãos e permaneceu firme em sua caminhada com o Senhor até o último dia de sua existência. Sua esperança estava em Cristo, e essa certeza hoje consola aqueles que o amam.

Como filho, Andrey foi motivo de orgulho para seus pais. Como irmão, foi um verdadeiro presente de Deus. Desde muito cedo compreendeu as limitações do irmão mais velho, diagnosticado com transtorno do espectro autista, e fez dessa compreensão uma demonstração diária de amor. Mais do que irmãos, eram grandes amigos. Sempre estava ao lado dele, ajudando, incentivando e contribuindo de forma espontânea para seu desenvolvimento. A cumplicidade entre os dois era admirável e permaneceu inabalável até o último instante de sua vida.

Entretanto, talvez a maior marca deixada por Andrey tenha sido sua alegria. Dono de um senso de humor contagiante, fazia piadas do momento em que acordava até a hora de dormir. Tinha o raro dom de arrancar sorrisos das pessoas, mesmo nos dias difíceis. Costumávamos brincar dizendo que ele deveria trabalhar em um circo, pois fazer as pessoas sorrirem parecia ser um talento dado por Deus. Apaixonado pela vida, cultivava muitas amizades e adorava brincar. Jogar futebol, andar de bicicleta e estar cercado pelos amigos eram algumas de suas maiores alegrias. Sempre viveu sua infância com entusiasmo, responsabilidade e companheirismo, quase sempre acompanhado do irmão, que era seu parceiro inseparável.

Sua partida deixou um silêncio difícil de explicar. A rua onde morava nunca mais foi a mesma. Os gritos das brincadeiras, as risadas espontâneas e a alegria que irradiava por onde passava deram lugar a uma saudade imensa. Familiares, amigos, vizinhos e todos aqueles que tiveram o privilégio de conhecê-lo ainda falam da falta que ele faz e do vazio que sua ausência deixou.

Mas, acima de toda a dor, permanece um legado precioso. Em apenas 13 anos de vida, Andrey ensinou que o amor, a alegria, a bondade e a fé podem transformar a vida das pessoas. Seu exemplo continua vivo no coração daqueles que o conheceram.

O que ficou desses treze anos não foram apenas lembranças, mas um amor que jamais será apagado pelo tempo. Ficou uma saudade imensurável de uma alma extraordinária e, sobretudo, a esperança inabalável de que um dia haverá um reencontro na eternidade, na presença de Deus Pai e de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Até esse dia, Andrey permanecerá vivo na memória, nas histórias, nos sorrisos que ensinou a cultivar e no amor eterno de sua família.