LEI Nº 13.167, DE 21 DE MARÇO DE 2025.
Dispõe sobre
denominação de “Célia Guazelli Lopes” a uma via pública e dá outras
providências.
Projeto de Lei nº 97/2025 – autoria do
Executivo.
A Câmara Municipal de Sorocaba decreta e eu promulgo a seguinte
Lei:
Art. 1º Fica denominado “Célia Guazelli Lopes”, a Rua
Santa Cristina Pq R/02, com início em Rua Santa Cristina Pq. R/03 e término em cul-de-sac, localizada no Loteamento
Parque Santa Cristina, nesta cidade.
Art. 2º As placas indicativas conterão além do nome,
a expressão “Cidadã Emérita - 1934/2013”.
Art. 3º As despesas com a execução da presente Lei
correrão por conta de verba orçamentária própria.
Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua
publicação.
Palácio dos Tropeiros “Dr. José Theodoro
Mendes”, em 21 de março de 2025, 370º da Fundação de Sorocaba.
RODRIGO MAGANHATO
Prefeito Municipal
DOUGLAS DOMINGOS DE MORAES
Secretário Jurídico
AMÁLIA SAMYRA TOLEDO EGÊA
Secretária de Governo
MAURÍCIO AUGUSTO COIMBRA CAMPANATI
Secretário de Planejamento e Desenvolvimento
Urbano
Publicada na Divisão de Controle de
Documentos e Atos Oficiais, na data supra.
ANA CAROLINA GOMES DOS SANTOS
Chefe da Divisão de Controle de Documentos e
Atos Oficiais
em substituição
Esse texto não substitui o
publicado no DOM em 21.03.2025
JUSTIFICATIVA:
Tenho a honra de encaminhar
à apreciação e deliberação de Vossa Excelência e Nobres Pares, o presente
Projeto de Lei que dispõe sobre a denominação de “Célia Guazelli Lopes”, a uma
via pública de nosso município e dá outras providências.
Célia Guazelli
Lopes, nasceu no dia 04 de janeiro de 1934, na zona rural da cidade de
Sorocaba/SP, numa família de 05 filhos, onde seus pais eram filhos de
imigrantes, agricultores e criavam gado, já com 8 anos de idade ajudava seus
pais nas atividades da lavoura e da criação de gado, que produziam alimentos
que eram fornecidos para os mercados da área urbana de Sorocaba.
Estudou apenas até
o terceiro ano primário, já que isso era comum na época, em que as pessoas
diziam que as mulheres não precisavam estudar e sim cuidar dos afazeres da
casa, da cocheira e da lavoura. Seu sonho de criança e adolescência era ser
professora, porém pela cultura das pessoas daquela época, esse sonho não foi
realizado.
Aos 12 anos de
idade, batizou-se na igreja da Congregação Cristã no Brasil, onde seguiu a
religião fielmente até sua morte, sendo assim, foi evangélica durante 67 anos.
Em 19 de setembro de 1953, casou-se com João Lopes e teve 04 filhos, perdendo o
primeiro filho com apenas um ano de idade, a causa da morte foi meningite,
doença que não tinha muitos recursos no início da década de 1950.
Durante sua
juventude e depois já casada, prestava serviços à igreja, de iniciar os
cânticos, já que a igreja se localizava em uma área rural e era carente de
orquestras e instrumentos para embalar os cânticos. Praticava ações de caridade
aos necessitados, com escuta atenta e acolhedora, além de produtos de higiene
de primeira necessidade.
Em 1973 deixou de
morar na zona rural e mudou-se para a zona urbana, sempre em Sorocaba.
Trabalhou em atividades do lar, nunca tendo um emprego remunerado, porém
continuou com as atividades de auxílio às pessoas, fazendo isso mensalmente,
com ajuda de voluntários e com custos próprios, visitava as famílias carentes e
levava palavras de conforto, fazia orações de louvor a Deus e entregava as
doações de alimentos, roupas e alguns utensílios.
Ajudava também na
locomoção de pessoas enfermas que não tinham condições financeiras de ir aos
hospitais ou consultas médicas. Nunca foi membro ou ligada a nenhuma associação
filantrópica ou assistencial. Fazia suas doações e atividades assistenciais por
vontade própria e exercício de cidadania.
Em 20 de Julho de
2007, ficou viúva de seu marido que já estava acamado e debilitado há alguns
anos, ao qual ela ajudou a cuidar até o último momento.
Sempre foi uma
pessoa muito íntegra e querida por todos, pregava a paz, a solidariedade e a
bondade por onde passava. Possuía uma energia positiva e vibrante que
contagiava a todos, era uma pessoa muito carismática e sorridente.
No dia 12 de abril
de 2013, faleceu aos 79 anos de idade, deixando três filhos: Ananias Lopes,
Davi Lopes e João Lopes Filho, duas noras e cinco netos, sendo em julho de 2024
com 12 netos.
Por todas as razões aqui expostas, entendo
estar devidamente justificado o presente Projeto de Lei, conto com o costumeiro
apoio de Vossa Excelência e D. Pares no sentido de transformá-lo em Lei.